Aos 63 anos, mulher "gesta" 12 filhotes de lula em sua boca

A sul-coreana ingeriu o cefalópode com os órgãos internos e sua boca acabou servindo de hospedeira para os filhotes da sua refeição
Por Maurício M. Tadra em 17/01/2014
Fonte da imagem: Reprodução/DailyMail Aos 63 anos, mulher "gesta" 12 filhotes de lula em sua boca

A medicina tem evoluído em uma velocidade extraordinária quando o assunto é a gravidez, e no acompanhamento feito durante os nove meses que antecedem o nascimento da criança é possível diagnosticar e resolver inúmeras situações para as mamães e para os bebês. Mas e quando uma “gravidez” acontece depois dos 60 anos? E se o “pai” em questão for um animal cefalópode, que estava sendo servido como refeição sobre a mesa de um restaurante?

Por mais improvável que possa parecer (porque definitivamente mais nada parece ser impossível), uma mulher de 63 anos ficou “grávida” de 12 bebês-lula ao comer um prato com o calamar. A mamãe-polvo é uma sul-coreana que estava comendo sua refeição, quando subitamente sentiu uma série de pontadas agudas em sua boca, como se ela estivesse sendo perfurada.

De acordo com o Centro Nacional de Informações Biotecnológicas, em Maryland (EUA), após a mulher se queixar de dores na região da boca e maxilar, os médicos encontraram uma dúzia de bebês cefalópodes anexados ao seu tecido bucal. Infelizmente, a sul-coreana mastigou o espermatóforo da lula, que é uma espécie de saco depositório de espermatozoides da espécie, cuja função é fixar na fêmea para que a fecundação possa ocorrer.

Fonte da imagem: Reprodução/TheSunCom a descoberta, a senhora foi rapidamente internada e, por meio de um procedimento cirúrgico, os médicos removeram as lulinhas de regiões da bochecha, língua e do queixo.

Nunca mais devo comer lula?

Se você está pensando justamente que nunca mais irá se alimentar dos deliciosos seres marinhos, com pele clarinha e consistência borrachuda, então é melhor parar por aqui — não é preciso criar pânico. O que aconteceu à sul-coreana foi uma grande falta de sorte associada ao fato de que o restaurante em que ela se alimentava não removeu os órgãos internos do octópode, o que é um fato comum nos países asiáticos.

No entanto, essa prática é absolutamente rejeitada pelos restaurantes do gênero no Ocidente, o que torna praticamente nula a possibilidade de isso acontecer com alguém neste lado do mundo. Além disso, um mínimo de cuidado com a procedência de seus frutos do mar é altamente recomendável, o que pode evitar esse e outros problemas.

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