Americano leva a vida com duas bonecas ultrarrealistas: a mulher e a amante

Apesar de algumas discussões entre as companheiras, homem diz que as bonecas se dão bem e que ambas são bissexuais
Por Guilherme Haas em 03/10/2013
Fonte da imagem: Reprodução/Facebook/Sidore Kuroneko Americano leva a vida com duas bonecas ultrarrealistas: a mulher e a amante

Esta é a história de um homem e suas bonecas. Introvertido e com dificuldade de manter relações com mulheres de verdade, o americano conhecido pelo apelido de Davecat leva uma vida conjugal “a três” com suas parceiras sintéticas.

Casado há mais de 13 anos, de brincadeirinha, com Sidore Kuroneko, uma boneca ultrarrealista e anatomicamente correta, Davecat diz que encontrou nela uma parceira de vida. Em entrevista ao jornal The Atlantic, o americano confessou que a sua relação com a “esposa” é 70% sexo e 30% companhia.

Para conquistar Sidore, ele precisou economizar US$ 6 mil para adquiri-la através de um site na internet. Ao encomendar a RealDoll, Davecat pôde escolher a cor da pele, dos olhos e dos cabelos, o tipo físico e o tamanho dos seios. E, quando Sidore chegou em sua casa, embalada num pacote dos correios, ele disse que foi amor à primeira vista, “e o resto é história”.

Eu, minha mulher sintética e minha amante russa

Mas, para quem ainda não se chocou com esse caso, precisa conhecer Elena, a amante russa que entrou recentemente na vida do casal. Em dezembro do ano passado, Davecat comprou uma amiga para a sua esposa, “alguém” que pudesse fazer companhia a ela durante o dia enquanto ele está trabalhando.

Parece que funcionou! Davecat conta que Sidore e Elena são mais do que amigas e que, apesar de algumas divergências entre elas, as duas mantêm relações sexuais enquanto ele está fora de casa. O americano, no entanto, parece aceitar isso muito bem, e diz que o fato de elas serem bissexuais ajuda a manter o triângulo amoroso dentro de casa.

Davecat e suas duas parceiras sintéticas.Fonte da imagem: Reprodução/Facebook/Sidore Kuroneko

Davecat conta que as brigas em geral são sobre temas superficiais, como gostos musicais ou estéticos, e mesmo assim foram raras as ocasiões de desentendimento entre os cônjuges nesses 13 anos. Ele acredita na filosofia de que o casal não pode ir para a cama com raiva, e que é preciso sempre conversar antes de deitar.

Pelos direitos do amor sintético

Davecat sempre foi atraído por manequins e ginoides, e a sua experiência mostra que é possível manter relações positivas com representações sintéticas de humanos. Como sempre teve dificuldade em lidar com pessoas de carne e osso, o americano encontrou nas bonecas as parceiras adequadas para a sua vida.

De acordo com ele, “as bonecas sintéticas permanecem as mesmas, elas nunca vão lhe trair, mentir para você, lhe julgar ou apresentar qualquer característica imprevisível como as orgânicas”. Para cada uma de suas parceiras, Davecat criou uma história de vida e uma constituição de personalidade, além de manter perfis da esposa e da amante em redes sociais.

Sidore (esq.) e Elena sozinhas em casa.Fonte da imagem: Reprodução/Facebook/Sidore Kuroneko

Davecat diz que mantém Sidore e Elena sempre em casa, e que não é louco de sair com elas na rua. Há, afinal, um pingo de bom senso de que suas parceiras não passam de bonecas. Mas ele diz que elas também têm consciência disso: “São bonecas, mas conscientes do que são”!

Enquanto leva essa vida conjugal com sua mulher e a amante russa, o americano advoga fortemente pelos direitos do amor sintético através de blogs e comunidades online. A história de Davecat serve, por fim, como modelo para outros adoradores de bonecas espalhados por aí.

Afinal, o mundo é um local muito melhor para se viver quando você pode casar com a sua boneca.

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