Quer aprender um novo idioma? Então, comece a cantar!

Estudo realizado em uma universidade escocesa associa o canto à capacidade de assimilar melhor novas línguas
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Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock Quer aprender um novo idioma? Então, comece a cantar!

Um estudo publicado recentemente no periódico Memory & Cognition e divulgado no portal Science Daily sugere que cantar em uma língua estrangeira pode melhorar consideravelmente o processo de aprendizado de um idioma.

Os pesquisadores Escola de Música Reid, que faz parte da Universidade de Edimburgo, na Escócia, chegaram a essa conclusão ao notarem que adultos que ouviam frases em húngaro e repetiam em forma de canto se saiam melhor do que aqueles que simplesmente falavam as frases. As pessoas que cantavam as frases também superavam aquelas que reproduziam as palavras apenas seguindo o ritmo.

Os testes comprovam

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores realizaram cinco testes com três grupos aleatórios formados por 20 adultos. O grupo de cantores apresentou melhores resultados em 4 dos 5 experimentos.

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Em um dos testes, os participantes que aprenderam o idioma cantando se saíram duas vezes melhor do que os voluntários que aprenderam falando as frases. Os que aprenderam através da música também se mostraram capazes de lembrar frases em húngaro com mais precisão por um período de tempo maior.

O húngaro foi escolhido por ser uma língua com que a maioria dos falantes de inglês não tem familiaridade e apresenta dificuldades para alcançar a fluência. Seu sistema de sons, por exemplo, têm uma estrutura completamente diferente do alemão ou das línguas românicas, como o português, o italiano e o francês, para citar algumas.

“Esse estudo nos dá a primeira evidência experimental de que um método de audição e repetição através da música pode favorecer o processo de aprendizagem de uma língua estrangeira, além de abrir as portas para os estudos nessa área. A questão é se a melodia pode servir como um empurrão para ativar a memória da pessoa, ajudando-a a lembrar das palavras e frases estrangeiras com mais facilidade”, comenta a Dra. Karen M. Ludke, doutoranda do Instituto de Música no Desenvolvimento Humano e Social da Universidade de Edimburgo.

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