Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/Stan Winston School of Character Arts)

Quando o filme “O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final” chegou aos cinemas, em 1991, muita gente ficou admirada não apenas com a excelente história do longa-metragem, mas também com os incríveis efeitos especiais que deixaram a saga de John Connor ainda mais imersiva. Porém, você sabia que boa parte dos efeitos que você jurava terem sido feitos por um computador foram gerados por mãos humanas?

A Stan Winston School of Character Arts, responsável por boa parte dos figurinos e demais elementos de produção do filme, revelou o mistério por trás da qualidade de várias cenas — que continuam sendo incrivelmente realistas mesmo depois de 20 anos. Para isso, em vez de depender unicamente do poderio dos computadores, o estúdio utilizou moldes manuais para dar vida a alguns dos momentos mais marcantes do longa.

É o caso do o vilão T-1000, o ciborgue vindo do futuro que era feito de um tipo de metal líquido. Graças a essa característica, ele conseguia moldar seu corpo de diferentes maneiras, seja para passar por espaços apertados ou para reconstruir sua estrutura após levar um tiro de escopeta de Arnold Schwarzenegger.

O segredo por trás do Exterminador

Para permitir que essa maleabilidade do personagem fosse realista o suficiente, o estúdio construiu dezenas de modelos cuidadosamente esculpidos e detalhados para serem usados durante as filmagens. Isso significa que a grande maioria dos supostos efeitos especiais que você viu no cinema eram, na verdade, bonecos muito bem feitos que emulavam o ator Robert Patrick sendo dividido ao meio ou derretendo.

Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/Stan Winston School of Character Arts)

Isso não significa, porém, que os computadores foram deixados de lado. O tratamento digital ainda foi necessário na pós-produção, principalmente na hora de unificar esses moldes, dando movimento e vida para eles. Assim, embora o T-1000 cortado ao meio fosse real, sua unificação só foi possível graças a uma ajudinha de elementos totalmente digitais.

Essa combinação permitiu ao diretor James Cameron oferecer um realismo visual que os efeitos obtidos na época ainda não tinham alcançado. O resultado você pode ver ainda hoje, duas décadas depois, ao perceber que toda a batalha entre os dois Exterminadores ainda é muito convincente.

Memórias da Skynet

 

 

E para provar o quão impressionante foi o trabalho da Stan Winston School of Character Arts, a produtora liberou uma série de fotos do processo manual de criação dos moldes e as artes conceituais usadas para dar vida a um dos vilões mais icônicos do cinema. Para os fãs do filme de James Cameron, trata-se de um ótimo material e uma incrível oportunidade de ver como um esboço em um pedaço de papel se transforma em uma das batalhas mais épicas que já vimos na grande tela.