(Fonte da imagem: Wellcome Images/Popsci)

Segundo o site Popsci, os primeiros óvulos humanos cultivados a partir de células-tronco podem ser fertilizados com espermatozoides ainda este ano. O processo seria uma revolução no tratamento de fertilidade para mulheres, dando mais um passo na evolução reprodutiva.

Neste caso, uma mãe em potencial não precisaria nem mesmo doar seus óvulos, mas poderia transformar suas células-tronco por um loop infinito, fazendo com que elas formassem células somáticas, posteriormente transformadas em embriões e, em seguida, retirar novamente suas células tronco e assim por diante, criando um sistema reprodutivo totalmente novo.

O projeto começou com um estudo envolvendo a captação de células-tronco de mulheres japonesas que tinham se submetido à cirurgia de mudança de sexo. Pesquisadores do Massachusetts induziram as células-tronco ovarianas para que se tornassem óvulos humanos imaturos. Posteriormente, elas foram incubadas em ratos apenas para que sua estrutura fosse formada adequadamente. Agora, em conjunto com um grupo de pesquisa da Universidade de Edimburgo, a mesma equipe pensa em seguir com os trabalhos fazendo a fertilização dos ovários.

Após a fertilização com o esperma, os cientistas esperam que os embriões comecem a se formar em cerca de duas semanas – limite previsto pela lei – para determinar se a continuação da pesquisa é viável ou não. Após o período, os embriões podem ser congelados

Com os testes, os cientistas esperam validar os “óvulos-tronco” derivados de células humanas, mais propriamente chamadas de ovócitos, servindo como um indicador de que o sistema possa ser usado futuramente para erradicar a infertilidade.

Com a evolução da pesquisa, seria totalmente viável que mulheres na menopausa ou mulheres inférteis pudessem ter filhos. Para o jornal britânico Independent, a pesquisa é tão importante a ponto de revolucionar completamente a reprodução humana, mencionando inclusive uma espécie de "elixir da juventude", capaz de fazer com que mulheres de todas as idades mantenham-se saudáveis e férteis.

A pesquisa ainda encontra alguns obstáculos para em sua continuação, já que a equipe de cientistas ainda busca por uma autorização do governo britânico para que a fertilização dos óvulos seja finalmente realizada, no entanto, a expectativa é que isso ocorra ainda durante este ano.