Pode parecer bobagem, mas existe um enorme debate envolvendo o rosa. Se você pesquisar, vai descobrir que a cor rosa não existe no espectro visível de cores, e ela nem é considerada uma onda ou partícula. O problema reside no fato de que o rosa é resultado da combinação dos comprimentos de onda roxo e vermelho, que, curiosamente, se encontram em extremidades opostas do espectro de cores, portanto não se misturam!

Evidentemente, não estamos falando aqui de pigmentos — branco e vermelho — que podem ser combinados para conseguirmos determinada coloração, e para responder à questão da inexistência da cor rosa, primeiro temos que entender um pouquinho sobre a teoria das cores e como o nosso cérebro processa as tonalidades que os nossos olhos enxergam.

Luz e cores

Fonte da imagem: pixabay

A retina — presente nos olhos humanos — é a estrutura responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro. Ela é composta por milhões de bastonetes, que reagem aos estímulos luminosos, e cones, que reconhecem as cores e são de três tipos diferentes, sendo que cada tipo é sensível a um comprimento de onda específico: curto, médio e longo.

Agora, imagine o espectro visível de cores — vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul, anil e violeta. Os comprimentos de onda mais longos correspondem às cores que vão do vermelho ao amarelo, os médios chegam até o verde, e os comprimentos de onda mais curtos correspondem às cores azuladas, indo até o violeta. Percebeu que não existe nada de “rosa” até aqui?

Cabecinha

Fonte da imagem: pixabay

Basicamente, as cores que enxergamos correspondem à forma como os nossos olhos interpretam a luz refletida pelos objetos que observamos. Absorvida a luz, esses órgãos veem o tom — ou o comprimento de onda — que o objeto “rejeita”. Sendo assim, quando todas as cores são refletidas, vemos a cor branca, e quando todas são absorvidas vemos a preta.

É por essa razão que vemos as bananas como sendo amarelas, por exemplo, porque essa é a cor que elas refletem, enquanto absorvem as demais. Teoricamente, de acordo com os cientistas, o rosa corresponderia à ausência da cor verde. Mas, em realidade, se pararmos para pensar, assim como o rosa, as cores só existem na nossa cabeça, onde são processadas pelo cérebro a partir dos estímulos luminosos capturados e transmitidos pelos olhos.

Isso significa que as cores não são propriedades da luz nem dos objetos que a refletem, mas sim ilusões criadas em nossa cabecinha. Portanto, embora no espectro de cores simplesmente não haja um comprimento de onda que corresponda ao rosa — e é aqui que o “cientificamente” se encaixa —, seria errado dizer que essa cor não existe, pois, se fosse assim, teríamos que admitir que nenhuma outra cor existe também.