Não adianta negar: o mundo é cheio de mulheres maravilhosas, que lutam contra as imposições sociais, procuram alcançar a real igualdade de gênero e, de quebra, ajudam a transformar o planeta em um lugar melhor para todos que vivem nele. E, se essas mulheres existem, por que falamos tão pouco sobre elas? Que tal mudar esse padrão e conhecer um pouco a respeito de grandes heroínas da vida real?

1 – Safo: a poetisa de 570 a.C. foi uma das primeiras mulheres a ter seus textos publicados. Platão certa vez a colocou entre os 10 melhores poetas de todos os tempos.

2 – Hildegarda de Bingen: essa religiosa, escritora e compositora que viveu entre 1098 e 1179 passou a maior parte do seu tempo enclausurada. Ainda que tenha tido pouco contato com o mundo exterior, Hildegarda fez observações importantes sobre ele, principalmente considerando o período no qual foram escritas. Ela era frequentemente consultada por reis, pessoas influentes e até pelo Papa, para dar conselhos.

3 – Leonor da Aquitânia: a primeira rainha francesa chamou a atenção por ser extremamente bem articulada em suas relações políticas, influenciando não só o seu país, mas também boa parte da Europa, por meio das relações diplomáticas que manteve durante sua vida.

4 – Joana d’Arc: responsável por mobilizar a população francesa na luta contra a ocupação inglesa, Joana d’Arc é uma das principais heroínas da História, tendo desenvolvido sua consciência social desde muito jovem. O fato de ter sido queimada viva só ajudou a espalhar seus ideais pelo mundo. Hoje Joana d’Arc é considerada santa da Igreja Católica.

Joana d’Arc

5 – Mary Wollstonecraft: a escritora inglesa é uma das primeiras autoras do movimento feminista. Grande defensora dos direitos das mulheres, Mary propunha modelos de educação diferentes, mais politizados, que valorizassem a inteligência das mulheres. Se você tem o mínimo interesse pela causa feminista, não deixe de estudar o legado deixado por essa escritora.

6 – Jane Austen: em um mundo que nunca deu às mulheres as mesmas oportunidades concedidas aos homens, ser uma escritora e publicar livros no século XVIII era tarefa difícil. Ainda assim, Jane Austen escreveu obras maravilhosas, como “Orgulho e Preconceito” e “Emma”.

7 – Margaret Fuller: mais um grande nome do feminismo, Margaret Fuller é uma autora que vale a pena ser conhecida. Em seu livro “Women in the Nineteenth Century”, de 1845, a autora propõe uma revisão social do papel da mulher, que deveria ser mais independente.

8 – Harriet Beecher Stowe: uma das principais defensoras da abolição da escravidão em todo o mundo, Harriet Beecher era uma das autoras favoritas de Abraham Lincoln.

Jane Austen

9 – Elizabeth Cady Stanton: outra ativista em prol dos direitos das mulheres e um dos principais nomes sobre o assunto, principalmente nos EUA.

10 – Rainha Vitória: seu reinado de quase 64 anos foi o mais longo da História do Reino Unido. Vitória foi, sem dúvida, de extrema importância à formação política britânica, e sua liderança não poderia deixá-la de fora desta lista de grandes mulheres.

11 – Florence Nightingale: conhecida por desempenhar um papel mais humanitário como enfermeira na Guerra da Crimeia, Florence acabou inspirando outras pessoas e, graças a ela, os tratamentos a soldados feridos em todo o mundo melhoraram consideravelmente.

12 – Susan B. Anthony: outro nome ligado às causas sociais, ao ativismo feminista e contra a escravidão, Susan Anthony defendia também os direitos trabalhistas e o direito das mulheres ao voto. Susan ficou conhecida nos EUA, principalmente, por dar diversas palestras sobre protagonismo feminino – isso em pleno século 19.

Emily Dickinson

13 – Emily Dickinson: se você gosta de poesia, certamente já ouviu falar sobre essa autora, que passou a vida inteira em reclusão e só teve seu trabalho publicado depois de morta. É considerada fonte de inspiração principalmente aos poetas do século 20.

14 – Emmeline Pankhurst: essa sufragista britânica dedicou sua vida a lutar pela igualdade de direitos, participando de todo tipo de protesto, chegando a fazer demonstrações públicas e greves de fome. Emmeline morreu em 1928, três semanas antes de o voto para mulheres acima de 21 anos ser aprovado no Reino Unido.

15 – Marie Curie: essa cientista foi a primeira mulher a receber um prêmio Nobel e a primeira pessoa do mundo a recebê-lo duas vezes em categorias distintas: ela foi laureada em Física, por seus estudos sobre radiatividade, e em Química. Como se não bastasse, Marie Curie ajudou a desenvolver as primeiras máquinas de raios X.

16 – Emily Murphy: a primeira magistrada do Império Britânico juntou forças com um grupo de mulheres canadenses em 1927 para mudar a lei canadense que dizia que “mulheres não devem ser contadas como pessoas”. Obrigada, Emily Murphy.

Coco Chanel

17 – Rosa Luxemburgo: essa ativista alemã buscava fazer uma revolução marxista em seu país, posicionando-se sempre contra o imperialismo alemão e em prol do socialismo internacional. Foi brutalmente assassinada em 1919, quando tentava alavancar uma revolução na Alemanha.

18 – Helena Rubinstein: essa mulher foi responsável pela criação da primeira companhia de cosméticos do mundo. Os negócios a deixaram rica, e Helena usou sua fortuna para realizar trabalhos sociais em prol da educação, da arte e da saúde.

19 – Coco Chanel: um dos maiores nomes do mundo da moda, Coco deu início à sua carreira de maneira revolucionária, adaptando modelos de roupas tradicionalmente masculinos para o público feminino. A gente agradece.

20 – Eleanor Roosevelt: esposa do presidente F. D. Rosevelt, Eleanor também teve grande destaque político, principalmente no campo dos Direitos Humanos, área à qual dedicou toda a sua vida. Membro da ONU, organização que ajudou a fundar, está diretamente envolvida com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Chegou a ser conhecida como “Primeira Dama do Mundo”.

Eleanor Roosevelt

21 – Annie Besant: ativista em defesa da justiça social e dos direitos das mulheres, Annie Besant foi uma das pessoas que defenderam a independência da Índia.

22 – Katharine Hepburn: a atriz indicada ao Oscar 12 vezes e que levou a estatueta para casa quatro vezes chamou a atenção por ser uma mulher à frente de seu tempo. De comportamento nada convencional, ajudou a questionar o papel social da mulher.

23 – Simone de Beauvoir: é simplesmente impossível fazer uma lista com as mulheres mais importantes da História sem citar Simone de Beauvoir, um dos grandes nomes do século 20, principalmente no que diz respeito às causas feministas.

24 – Madre Teresa: a religiosa ficou mundialmente conhecida graças à sua dedicação à população mais carente, principalmente em Calcutá. Ela ganhou o Nobel da Paz em 1979.

Simone de Beauvoir

25 – Dorothy Hodgkin: se hoje a Medicina conta com substâncias importantes como a penicilina e a insulina, é graças a Dorothy Hodgkin, que ganhou o Nobel de Química por seus estudos. Além disso, ela dedicou boa parte de sua vida a pregar a favor da paz e do desarmamento nuclear.

26 – Eva Peron: idolatrada pela população da Argentina, Eva Peron é mundialmente conhecida por suas lutas pelos direitos dos mais pobres e pela igualdade de gênero.

27 – Anne Frank: quando tinha apenas 13 anos, Anne escreveu relatos emocionantes e profundos sobre o pesadelo nazista enfrentado durante a Segunda Guerra Mundial. Ela, definitivamente, não poderia ficar de fora desta lista.

28 – Audrey Hepburn: a belíssima atriz de sucessos como “Bonequinha de Luxo” ficou conhecida por sua beleza e elegância, mas provou que o que tinha de belo ia além da aparência. Depois de encerrar sua carreira de atriz, Audrey passou a se dedicar a trabalhos humanitários ao lado da UNICEF.

Anne Frank

29 – Wangari Maathai: nascida no Quênia, Wangari ficou mundialmente conhecida graças ao seu ativismo ambientalista, pró-democrático e feminista. Ela é uma das ganhadoras do Nobel da Paz.

30 – Billie Jean King: reconhecida como uma das melhores jogadoras de tênis do mundo, a atleta também é uma ativista feminista e durante muito tempo lutou por uma igualdade salarial entre homens e mulheres. A desigualdade salarial de gênero ainda é uma realidade, inclusive no Brasil.

31 – Shirin Ebadi: essa advogada iraniana é conhecida por lutar em defesa dos Direitos Humanos em seu país. Ela ganhou o Nobel da Paz em 2003.

32 – Benazir Bhutto: a primeira mulher a ser primeira-ministra de um país mulçumano foi a responsável por fazer alterações no sistema político do Paquistão, que foi da ditadura à democracia em seu governo. Além disso, Benazir é conhecida por seus trabalhos sociais, especialmente com as pessoas mais carentes e as mulheres. Ela morreu assassinada em 2007.

Malala Yousafzai

33 – Princesa Diana: conhecida por se envolver em trabalhos voluntários, Diana nunca ficou impopular, nem mesmo com os problemas que enfrentou em seu casamento com o príncipe Charles. Mais do que qualquer machismo que julga sempre a mulher como responsável pelo fracasso matrimonial, a simpatia de Diana e a doçura com a qual tratava os mais pobres acabaram, felizmente, imperando.

34 – Tegla Loroupe: famosa por ser a melhor maratonista mulher do mundo, Tegla coleciona títulos de atletismo e, desde que se aposentou, dedica sua vida a promover discussões sobre educação e direitos das mulheres. Nativa do Quênia, ela criou em seu país uma fundação para ajudar as vítimas de conflitos.

35 – Malala Yousafzai: a vencedora do Nobel da Paz deste ano é uma jovem paquistanesa que sobreviveu depois de levar um tiro na cabeça. O evento selou o início de sua luta pelo direito das mulheres, especialmente no que diz respeito à educação. Detalhe: ela tem apenas 17 anos.

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A lista foi grande, a gente sabe, mas não poderíamos deixar de citar essas mulheres. Você já tinha ouvido falar sobre todas elas? Lembra-se de outro nome importante? Conte para a gente nos comentários!