(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Júpiter é o maior planeta do nosso Sistema Solar, contando com uma massa 2,5 vezes maior do que a de todos os demais planetas juntos. Além disso, ele possui ao menos 64 luas e é classificado como um gigante gasoso.

O planeta possui um núcleo comprimido formado por ferro, rochas e gelo, envolvido por camadas de hidrogênio e hélio fluidos, mantidos sob uma enorme pressão — 40 milhões de vezes mais alta do que a atmosfera terrestre — e com temperaturas que chegam a mais de 15.700 graus Célsius, ou seja, mais altas do que as registradas na superfície do Sol.

Futuro “ex-gigante”

Mas essa fama de “o maior planeta” e “gigante gasoso” pode acabar um dia, pois Júpiter está encolhendo, tendo o seu tamanho reduzido em aproximadamente 2 centímetros todos os anos. Isso se deve ao fato de Júpiter irradiar mais calor do que o que recebe do Sol, e esse calor extra — equivalente à mesma quantidade recebida da nossa estrela — é gerado pela contração gravitacional, responsável por fazer com que o seu diâmetro diminua.

Além disso, algumas simulações apontaram que o próprio núcleo de Júpiter pode estar se dissolvendo devido às extremas condições de calor e pressão encontradas nesse planeta. Dessa forma, é muito provável que o gigante gasoso tenha sido muito, muito maior do que é hoje há alguns bilhões de anos.

Fontes: CliffsNotes, Case Western Reserve University, Ministério da Ciência e Tecnologia, WIRED e Cornell University