Rússia revela ter a maior reserva de diamantes do mundo

Cratera formada pelo impacto de um asteroide possui mais diamantes do que todas as demais minas do mundo juntas.

(Fonte da imagem: Thinkstock)

De acordo com uma notícia publicada pelo site Gizmodo, geólogos russos acabaram de revelar que possuem a maior reserva de diamantes do planeta, possuindo mais rochas do que todas as demais minas do mundo juntas.

Trata-se de uma cratera formada pelo choque de um asteroide na região norte da Sibéria ocorrido há 35 milhões de anos, que criou uma área de impacto de quase 100 quilômetros de diâmetro. Os especialistas acreditam que a cratera provavelmente conta com trilhões de quilates de diamantes, ou seja, uma quantidade suficiente para abastecer o mercado durante três mil anos. Isso mesmo, três mil anos!

Segundo uma publicação do site The Verge, esses diamantes são especialmente valiosos por terem sido formados pelo resultado do impacto de um asteroide em uma área rica em carbono. E, embora não possam ser utilizados como joias — que decepção! —, eles são extremamente importantes graças a suas aplicações industriais.

Diamantes tecnológicos

(Fonte da imagem: Reprodução/THE VERGE)

Conforme explicaram os geólogos, essas rochas únicas, conhecidas como impactitos, são duas vezes mais duras do que os diamantes normais, além de serem especialmente apreciadas pelo tamanho de suas partículas e pelas suas características abrasivas.

Apesar de a cratera ter sido descoberta na década de 70, segundo a ITAR-TASS, a Rússia parecer ter esperado o momento apropriado para revelar esse tão bem guardado segredo. Na época em que a reserva foi encontrada, os russos já estavam faturando o suficiente com a produção de diamantes sintéticos e, como o mercado era fortemente regulamentado, valia mais a pena guardar segredo e esperar. Sábia decisão!

No momento, esse tipo de diamantes está sendo cada vez mais utilizado pela indústria tecnológica, e a tendência é de que cada vez mais dispositivos e inovações — como o uso de lasers e o processo de fusão nuclear — dependam dessas rochas. Agora, os russos ficam em uma posição bastante favorável no mercado, podendo inclusive controlar a demanda mundial desse material único.

Fontes: Gizmodo, ITAR-TASS e The Verge

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