Nerdbusters: 6 mitos da cultura pop que os nerds resolveram

Conheça algumas das lendas que assombraram a internet por muito tempo até que alguém conseguisse explicá-las.
Por Durval Ramos Junior em 27/02/2012

Tão complexa quanto a ciência, a cultura pop também possui seus próprios mistérios. Se você for um nerd de verdade, certamente já deve ter ficado com vontade de ir atrás desses mitos ou saber até que ponto uma lenda é real ou se foi inventada pela internet.

E é exatamente em torno de todas essas histórias mal contadas que o site Cracked decidiu procurar a verdade. Reunindo vários boatos sobre cinema, games e outros assuntos de interesse nerd, a página listou as lendas e explicou como elas são possíveis (ou não).

Conheça quais são e nos diga se você já sabia disso.

A verdadeira vilã de “2001: Uma Odisseia no Espaço” é a IBM

Você deve estar se perguntando qual a lógica disso, já que a gigante da tecnologia nem sequer é citada no clássico de Stanley Kubrick, não é mesmo? Pois várias teorias surgidas na internet apontam que o icônico HAL 9000 nada mais é do que uma alusão à empresa.

(Fonte da imagem: Collative Learning)

As evidências até parecem óbvias, já que, ao voltar uma letra em IBM no alfabeto, você obtém o nome do famoso computador assassino — isso sem falar que a companhia também foi uma das responsáveis pela criação da inteligência artificial. Por outro lado, o próprio Kubrick negou a possibilidade.

Porém, um cinéfilo mais atento percebeu um pequeno detalhe ao reassistir ao longa-metragem. Primeiro, a logo da IBM realmente aparece no uniforme dos astronautas. Além disso, algumas passagens mostram a mesma imagem sendo projetada no rosto de alguns personagens enquanto eles utilizam o computador central da nave.

Um usuário do YouTube descobriu a história de “Jogos Mortais” antes mesmo dos criadores do filme

O primeiro filme foi um enorme sucesso, principalmente por conta de sua trama praticamente inédita e por seu final surpreendente. Contudo, o estúdio se empolgou com o bom resultado e lançou nada menos do que seis sequências, o que fez muita gente abandonar a série pela metade. Mas antes mesmo de “Jogos Mortais — O Final” chegar aos cinemas, um usuário desvendou o mistério que ligava todos os sete filmes em uma única história.

Em 2009 — ou seja, um ano antes do último capítulo estrear —, o usuário Toberoon publicou um vídeo no YouTube em que ele explica sua teoria de que o personagem Dr. Gordon, que corta o próprio pé no primeiro filme, não só estava vivo como se transformou no aprendiz e sucessor de Jigsaw.

Apesar de ter assistido até ao quinto longa-metragem, ele descreveu muito bem a lógica que unia a história. Segundo ele, o principal indício estava no fato de o assassino apresentar uma habilidade médica impressionante na hora de torturar suas vítimas, mesmo sendo um engenheiro. Assim, nada mais lógico do que o médico mutilado ter participado da carnificina.

É possível desvendar o alfabeto de The Legend of Zelda

Quem jogou algum dos games da série The Legend of Zelda deve ter reparado que várias passagens são apresentadas em um alfabeto fictício que em nada lembra o que utilizamos. Porém, o que tinha tudo para ser uma simples combinação de desenhos aleatórios se revelou uma estrutura complexa e que realmente faz sentido — embora a própria enciclopédia da Nintendo dissesse que era impossível traduzir aquelas mensagens.

Com o lançamento de The Legend of Zelda: Skyward Sword, no final do ano passado, vários fãs se reuniram para provar que a empresa estava errada e que era possível, sim, encontrar uma forma de traduzir palavras de Hylian para o alfabeto que nós usamos — o que foi feito pela usuária Sarinilli em seu perfil no Deviantart.

Para isso, ela comparou as mensagens indecifráveis com a tradução descrita pelos personagens. Então bastou relacionar cada letra para saber exatamente qual caractere corresponde a determinado desenho. Um trabalho cansativo, mas que trouxe resultado.

Misterioso acorde dos Beatles foi desvendado por um professor de matemática

Considerada uma das melhores músicas dos Beatles, “A Hard Days Night” sempre intrigou os fãs por conta de sua nota inicial. O acorde utilizado por George Harrison era praticamente impossível de ser reproduzido com perfeição.

Contudo, Jason Brown, um professor da Universidade de Dalhousie, conseguiu recriar a misteriosa abertura a partir de cálculos matemáticos. Após seis meses de pesquisa e tentativas, a nota foi perfeitamente recriada. Segundo ele, todos os seus cálculos mostraram que, para repetir o feito, seria preciso criar uma frequência de 29.375 Hz e utilizar a mesma combinação de instrumentos usados na época. Em resumo, algo nada simples de ser reproduzido.

Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?

Quem leu o clássico “Alice no País das Maravilhas” deve ter ficado sem entender o enigma feito pelo Chapeleiro Louco, já que o personagem jamais respondeu a charada. No entanto, mesmo depois de o autor Lewis Carroll ter explicado que não havia pensado em uma resposta, um fã conseguiu chegar a uma conclusão depois de muito tempo da publicação original.

Com base em uma mensagem enviada pelo próprio autor a seus leitores no século XIX, Denis Crutch encontrou um sutil trocadilho que nem mesmo os editores de Carroll perceberam, fazendo com que a resposta do enigma se perdesse com o tempo. Na época, ele escreveu:

Because it can produce a few notes, tho they are very flat; and it is never put with the wrong end in front." (Porque ela pode produzir algumas notas, eles são muito planos/monótonos e nunca são postos de trás para frente).


Porém, Crutch percebeu o autor escreveu “nevar” ao invés de “never”, o que foi prontamente corrigido antes de o livro ter sido publicado. Foi aí que ele encontrou a sutileza da piada: “nevar” é o inverso de “raven”, corvo em inglês. Quando Carroll fala que ninguém coloca os dois de trás para frente, é porque ninguém escreve a palavra ao contrário.

O viajante no tempo de Charles Chaplin

Você já deve ter visto o vídeo que mostra uma estranha figura no meio de um filme de Charles Chaplin. A pessoa destoa do ambiente de 1928, quando a cena foi gravada, por parecer estar usando um telefone celular — que foi inventado muito tempo depois. Não demorou muito para que as pessoas julgassem que se tratava de uma viagem no tempo.

Como o DeLorean ainda não havia sido inventado, muita gente tentou achar uma explicação lógica, até o que o usuário Crennycrenshaw trouxe a resposta definitiva e atemporal para a questão. Segundo ele, trata-se de um aparelho que ajudava pessoas com problemas de audição. O item era fabricado pela Siemens desde o início do século passado e, desse modo, totalmente plausível naquele contexto. Como pode ser visto na própria página da companhia, a forma de utilizar é muito parecida com a de um celular — pressionando contra o ouvido —, o que criou a confusão.

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