Todo final de ano é a mesma coisa: fazemos as mais diversas promessas para o ano que se inicia, mesmo com a convicção de que a maioria delas não será cumprida. O problema é que tendemos a ser vagos demais na hora de especificar objetivos – nesse sentido, escolher metas como “ser feliz” ou “cuidar da saúde” não é o suficiente.

O que faria você feliz? Aprender a tocar violão? Fazer aula de pintura? Viajar para Bonito? Aprender a falar um novo idioma? Quando especificamos as coisas, fica mais fácil torná-las realidade. A seguir, descubra algumas formas cientificamente comprovadas de dar o seu melhor neste novo ano e de não chegar a dezembro com mais uma série de metas não alcançadas:

1 – Está na hora de focar pensamentos

O cérebro humano cria pensamentos por meio de conexões sinápticas, que são uma espécie de sinal emitido sempre que pensamos em determinado assunto. Sabendo disso, fica mais fácil entender por que é fundamental que nossos pensamentos sejam treinados: se pensarmos apenas em coisas ruins ou que não agregam em nada, estaremos fortalecendo as sinapses dessas ideias, o que não é um bom negócio.

“Se você está brigando com alguém no trabalho e dedica seu tempo a pensar sobre como se vingar dessa pessoa, e não a respeito daquele grande projeto, você vai acabar com um superstar sináptico em termos de vingança, mas pobre em termos de inovação”, explicam os autores Judah Pollack e Olivia Fox Cabane. Ou seja: o jeito é focar seus pensamentos em coisas produtivas.

2 – É preciso dormir melhor também

Para aprender bem qualquer coisa, é preciso que seu sono esteja em dia, mas o problema é que tendemos a dormir cada vez menos. Só para você ter ideia, dormir seis horas ou menos é tão ruim para o corpo quanto passar a noite em claro.

O segredo para desenvolver uma rotina saudável de sono é ir para a cama todos os dias no mesmo horário, manter o quarto arejado, evitar beber antes de deitar e ficar longe de dispositivos como celulares, tablets, computadores e afins. Se você está acima do peso, talvez seja bom pensar em perder alguns quilinhos, afinal a obesidade está relacionada com o desenvolvimento da apneia do sono.

3 – Que tal começar a acreditar no seu sexto sentido?

A ideia não é tomar decisões com base apenas em seus instintos, mas se combinar aquilo que seu “sexto sentido” diz com considerações reais de fatos, você vai tomar, sim, as melhores decisões – não somos nós quem dizemos, é a Ciência mesmo. O segredo, como quase tudo na vida, é manter o equilíbrio: portanto nada de sair por aí bancando a pessoa que lê o futuro, mas também não vale ser cético demais.

De acordo com Hana Ayoub, que é treinadora de desenvolvimento profissional, a melhor coisa é evitar dar respostas imediatas e, sempre que possível, buscar tomar decisões com mais calma.

4 – Você sabe como funcionam seus mecanismos de aprendizagem?

Digamos que você está aprendendo a tocar um instrumento. Em vez de passar o dia todo trabalhando em uma nota só, vá acrescentando notas na medida em que você percebe que já entendeu os exercícios anteriores. Essa troca de padrão é bem mais eficiente do que a pura repetição.

Além disso, outra forma valiosa de aprender algo novo é tentar explicar esse conteúdo a outra pessoa. Dessa forma, você se vê obrigado a simplificar as coisas e a entender bem, afinal não tem como fazer com que alguém entenda aquilo que nem mesmo você compreendeu direito.

5 – E o foco? Como manter?

Ainda que seja óbvio que, para aprender qualquer coisa, é preciso ter foco, a verdade é que nosso cérebro gosta de vagar por assuntos mil. Para se conectar melhor com aquilo que se está fazendo, o jeito é manter a atenção em uma tarefa de cada vez e, dessa maneira, ir descobrindo meios de realmente aprender o que se deseja. Nada de mil abas abertas no navegador nem de checar o celular a cada 30 segundos, hein!

6 – Você sabe a hora de agir de verdade?

O cérebro humano gosta de trabalhar com “pontos de partida”, como o primeiro dia do mês ou uma bela segunda-feira – especialmente quando o assunto é começar uma dieta nova ou deixar de fumar. Ao que tudo indica, esses dias específicos são capazes de nos forçar a entrar em uma nova rotina e a pensar de modo mais amplo e claro.

Para ter essa motivação em qualquer momento, o ideal é reconhecer as horas do dia em que você é mais produtivo e, a partir daí, simplesmente começar a tal mudança, independente do dia da semana ou do mês – no caso da dieta, é importante não usar como desculpa o casamento da prima que vai ser daqui a duas semanas ou o Carnaval.

Nunca haverá um tempo perfeito e livre de comemorações para que você mude seus hábitos alimentares. O essencial é adaptá-los a dias festivos também e se lembrar da palavrinha mágica chamada “moderação”.

7 – É criatividade o que falta?

Grandes ideias tendem a vir quando estamos tomando banho – 72% das pessoas afirmam que tiveram seus maiores insights embaixo do chuveiro. Outra forma de abrir a porta para as boas ideias é passar um tempo sem a companhia de ninguém – nunca duvide do poder da solidão.