O vídeo em time lapse que você poderá assistir logo mais mostra um ano inteiro no nosso planeta em pouco menos de três minutos. Compartilhado recentemente pela NASA, o clipe foi criado a partir de imagens registradas por um instrumento chamado EPIC a bordo do satélite espacial DSCOVR — equipamento que se encontra em órbita entre a Terra e o Sol. Confira:

*Você pode ativar as legendas em português no menu do vídeo.

Um ano terrestre

De acordo com a narração do clipe, as imagens que você acabou de ver acima começaram a ser capturadas pelo DSCOVR em meados de julho do ano passado, e a sequência é composta por mais de 3 mil registros. O satélite espacial se encontra a aproximadamente 1,6 milhão de quilômetros de distância da Terra, em um ponto de equilíbrio gravitacional conhecido como Lagrange 1.

Olha a nevoazinha ao redor da Terra

Ainda segundo a narração, a partir desse local, o equipamento testemunha o Sol nascer no oeste e se pôr no leste — pois é, ao contrário de nós, terráqueos! — por volta de 13 vezes ao dia. E sobre a nevoazinha que pode ser vista ao redor da Terra, o pessoal da NASA explicou que ela é resultado da dispersão da luz pelas moléculas presentes na atmosfera. Aliás, é por causa da dispersão da luz que o céu parece azul durante o dia e avermelhado ao entardecer.

Mundo azul

E, falando em cores, as tonalidades que aparecem no vídeo não são exatamente as que foram registradas pelos instrumentos do DSCOVR. Na verdade, elas são uma estimativa da NASA de como uma pessoa veria o nosso planeta se pudesse se sentar confortavelmente no local onde o satélite se encontra.

Segundo a NASA, a câmera EPIC captura pelo menos um conjunto de imagens a cada duas horas, e cada registro é feito em 10 comprimentos de onda diferentes. Para conseguir o resultado mostrado no vídeo, os especialistas da agência espacial combinaram pelo menos três deles — o vermelho, o verde e o azul.

Essa "mancha" sobre o planeta é a sombra da Lua durante o eclipse que ocorreu em março

Se você assistiu ao clipe inteiro com atenção, talvez você tenha notado que uma enorme sombra aparece sobre a Terra — por volta do minuto 1:52. Essa “aparição” nada mais é do que a sombra da Lua sendo projetada sobre a superfície do nosso planeta durante um eclipse total do Sol que aconteceu em março.

Nebulosidades

Além de eclipses e outros eventos, os pesquisadores da NASA podem acompanhar a movimentação das nuvens por meio dos registros. Conforme explicaram, aproximadamente dois terços do planeta são cobertos por elas e, embora muita gente prefira o céu sem nebulosidades, as nuvens ajudam a regular a temperatura do nosso mundo refletindo a luz solar e evitando que o calor da superfície escape para o espaço.

As variações na cobertura de nuvens podem interferir no equilíbrio térmico do planeta e afetar o quão quente ele pode se tornar. É por essa razão que a NASA está de olho na dinâmica das nuvens e, juntando essas informações com as imagens capturadas da face iluminada do nosso mundo, os cientistas podem estudar alterações que ocorrem diariamente pelo planeta e, assim, entender melhor e proteger a Terra.

Por último, ademais de registrar a movimentação das nuvens e de sistemas climáticos, as imagens permitem que os cientistas estudem caraterísticas fixas da Terra, como as florestas, os desertos e os diferentes oceanos que cobrem a superfície. Como se fosse pouco, através dos registros eles ainda podem monitorar os níveis de ozônio e partículas em suspensão na atmosfera, altura das nuvens, propriedades da vegetação e a refletividade ultravioleta do planeta!