A teoria mais aceita atualmente pela Ciência para explicar a origem do Universo é a de que ele surgiu há 13,8 bilhões de anos em uma imensa explosão que ficou conhecida como Big Bang. Ainda segundo a teoria, desde que esse evento cósmico aconteceu, o espaço continua em constante expansão, e ele continuará assim por um bom tempo.

Entretanto, assim como existe uma — possível — explicação a respeito do surgimento do Universo, também existem diversas especulações sobre o que poderia provocar a sua destruição. Se por um lado há a ideia de que tudo teve origem a partir de uma explosão espetacular, as possibilidades apresentadas para o fim de toda a existência são pra lá de assustadoras. Confira quatro delas a seguir:

1 – O Grande Congelamento

Conhecida pelo nome em inglês de “Big Freeze”, a teoria do Grande Congelamento, basicamente, se refere à ideia de que o Universo poderia “morrer” de frio. Você deve se lembrar do termo “entropia”, não é mesmo? Ele se refere à medida de desordem das partículas em um sistema físico e quantifica o seu grau de irreversibilidade.

Segundos os defensores da teoria do Grande Congelamento, se considerarmos o cosmos como um sistema isolado — o que ele, apesar de ser incrivelmente gigante, é —, enquanto continua com sua infinita expansão, sua entropia continuará aumentando até que ela alcance um limite máximo.

Quando isso acontecer, o calor presente em todo o sistema se encontrará distribuído de maneira completamente homogênea, de forma que não já não haverá mais disponibilidade de energia (ou calor). Com isso, todo o movimento mecânico que há no sistema deixará de existir — e tudo o que há no Universo, como galáxias, estrelas, planetas etc., acabará morrendo.

2 – A Grande Ruptura

Outra teoria, baseada na ideia da contínua expansão do Universo, é a conhecida como “Big Rip” — ou “Grande Ruptura”, em tradução livre —, e seu desfecho é pra lá de sinistro! De acordo com este conceito, conforme a velocidade de ampliação do cosmos aumenta, as galáxias começarão a se separar umas das outras gradativamente.

Depois, as próprias galáxias vão começar a se fragmentar e, depois delas, os sistemas solares, as estrelas, planetas, satélites, asteroides, cometas... enfim, tudo o que existe no Universos, até as moléculas e átomos, acabarão se “rasgando” devido à crescente velocidade de expansão do cosmos.

3 – O Grande Colapso

A teoria do Grande Colapso — ou “Big Crunch”, em inglês — vai na contramão dos dois cenários que descrevemos anteriormente, baseados na ideia de que a expansão do Universo será a responsável pela sua destruição. Para os defensores da teoria do Grande Colapso, em determinado momento de sua existência, o cosmos deixará de aumentar de tamanho e começará a encolher.

Esse processo continuará até que o Universo sofra um colapso completo, destruindo absolutamente tudo o que existe nele. O pior é que, de acordo com os cálculos realizados pelos físicos, esse é um evento iminente — do ponto de vista cosmológico! —, o que significa que ele deve acontecer dentro de algumas dezenas de bilhões de anos.

4 – Grande Rebote

Também conhecida pelo nome em inglês de “Big Bounce”, a teoria do Grande Rebote se apoia na ideia de que o Universo oscilou entre períodos de expansão e colapso — e nós, assim como tudo o que existe no cosmos, estamos presos nesse estica-e-puxa cósmico.

Segundo essa teoria, antes do Big Bang, existia um Universo em contração dotado de uma geometria de espaço-tempo semelhante à do atual espaço em expansão. Entretanto, conforme as forças gravitacionais atraíram esse cosmos em contração para um único ponto, as propriedades quânticas do espaço-tempo alteraram a forma como a gravidade se comporta, tornando-a repulsiva.

Assim, em outras palavras, a teoria do Grande Rebote se baseia na premissa de que o Big Bang foi resultando de um Big Crunch, ou seja, do completo colapso de um Universo que existia antes do atual.

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