A imagem acima não representa uma obra de arte, nem o trabalho de algum artesão habilidoso. Na verdade, se trata da impressão da palma da mão de uma criança de oito anos coletada em uma placa de Petri transformada em uma cultura de microrganismos. Não é incrível descobrir que tudo isso pode estar vivendo em nossas mãos?

Experimento

De acordo Christopher Jobson do site Colossal, um belo dia, a microbiologista Tasha Sturn resolveu coletar a impressão da palma da mão de seu filho de oito anos de idade depois de ele voltar de brincar fora de casa. Tasha pediu que o menino colocasse a mão em um recipiente contendo ágar solidificado e aplicasse um pouco de pressão e, então, cobriu a placa e a deixou em uma incubadora — a 37 °C — durante 48 horas.

Depois, Tasha deixou a placa de Petri durante alguns dias em temperatura ambiente — ou cerca de 22 °C —, e acompanhou o florescer das colônias de microrganismos. Segundo disse, esse processo permite que a flora normal, composta por microrganismos como as bactérias do gênero Micrococcus e Staphylococcus, continuem se desenvolvendo lentamente.

Então, uma vez em temperatura ambiente, logo começarão a surgir colônias amarelinhas, avermelhadas e rosadas — que representam os fungos —, e algumas bactérias, como as do gênero Serratia, se tornarão mais vermelhas.

Após a conclusão do experimento, Tasha alerta que, caso seja detectada a presença de fungos ou bolor entre as colônias, a tampa da placa só pode ser removida com o uso de material adequado para proteção respiratória. Além disso, o recipiente todo deve ser descartado como qualquer material de risco biológico.

População invisível

Apesar de todos os cuidados pós-experimento, não existe motivo para se apavorar com a quantidade de microrganismos que podem ser encontrados nas mãos das crianças — ou nas nossas! Segundo o pessoal do portal Microbe World, os micróbios são minúsculos organismos unicelulares que podem ser encontrados em todas as partes, incluindo no ar que respiramos, na comida de ingerimos, nas superfícies que tocamos, e até (dentro e fora do) nosso corpo.

Esses organismos também são as formas de vida mais antigas da Terra, e existem registros de micróbios — na forma de fosseis — com mais de 3,5 bilhões de anos. Isso significa que eles surgiram centenas de milhares de anos antes de os dinossauros começarem a perambular pelo nosso planeta.

Contudo, embora muita gente sinta pavor de micróbios, se eles não existissem, não só os humanos não poderiam sobreviver, como a vida tal como conhecemos não seria viável no nosso planeta. Afinal, apesar de serem invisíveis — e de terem certa má fama —, esses organismos estão envolvidos em uma infinidade de processos biológicos que ocorrem no nosso corpo e no mundo que nos rodeia.