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Jogos de Inverno terão primeira pessoa assumidamente não binária

Quando os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 tiverem início, Timothy LeDuc será a primeira pessoa assumidamente não binária a participar de uma competição desse porte. O objetivo é que isso ajude a abrir portas para que mais esportistas possam seguir seus caminhos sem a imposição de se definir como homens ou mulheres.

LeDuc, que compete pelos Estados Unidos, usa pronomes neutros para se designar e deseja deixar de lado a noção da patinação artística de que todas as duplas precisam contar a história de um casal heteronormativo. Ao seu lado, quem dançará junto no ringue de patinação será sua parceira olímpica Ashley Cain-Gribble, visando uma exibição de muita igualdade e força.

Número recorde

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Os Jogos de Inverno de Pequim 2022 prometem ser um marco para o esporte, uma vez que a competição deverá contar com um número recorde de atletas LGBTQIA+ participando. De acordo com o site Outsports, o recorde anterior havia sido estabelecido durante as Olimpíadas de Verão de Tóquio 2020

Inclusive, a edição dos jogos no Japão teve algumas outras novidades. Essa também foi a primeira vez que os Jogos Olímpicos de Verão presenciaram atletas olímpicos transgênero ou não binários, como o caso de Quinn, da equipe de futebol do Canadá, e Alana Smith, do skate.

Quanto ao desafio de sua participação, LeDuc afirma não estar se preocupando tanto assim sobre como será a percepção das outras pessoas a seu respeito. "Espero que, com abertura e autenticidade, eu ajude a levar o diálogo adiante e as pessoas a compreender melhor que alguém pode ser um atleta maravilhoso e ainda assim viver fora do mundo binário", disse para a imprensa. 

Busca por bons resultados

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Engana-se quem pensa que LeDuc vai para os Jogos de Inverno apenas para competir. Sua parceria com Cain-Gribble já rendeu dois títulos nacionais norte-americanos somente em janeiro deste ano. Sendo assim, a dupla vem forte para brigar por bons resultados durante a competição.

E os laços de amizade entre os dois é o que parece dar força para esse nível de performance. "Timothy esteve sempre presente para me apoiar, e me apoiou em cada parte de minha jornada e de minha vida. Por isso, sempre estarei presente para apoiar sua jornada", afirmou Ashley.

Segundo LeDuc, eles já haviam decidido em conjunto abandonar a narrativa padrão de masculino e feminino no gelo e nada tinha a ver com o fato de Ashley ser casada com outra pessoa ou com o fato de ter se assumido gay no passado. "Tinha tudo a ver com nós dois sermos atletas muito fortes e maravilhosos, e que não queríamos diminuir o talento maravilhoso de qualquer um de nós dois no gelo", destacou.

Segundo Timothy, outra coisa que tem sido importante para seu sucesso é o apoio familiar. LeDuc comentou que, aos 18 anos, alguns colegas cristãos tentaram fazer com que passasse por uma terapia de "conversão gay" e que seus familiares tinham dificuldade para aceitar sua identidade. No entanto, seus pais mudaram completamente de posição e hoje marcham ao seu lado em todo tipo de decisão.

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