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4 fatos sobre a umbanda que você (talvez) não conheça!

O Brasil se reconhece como um estado laico. Isso significa não haver influência religiosa nas escolhas políticas feitas no país, além de garantir uma total liberdade religiosa para todos os habitantes. Por esse motivo, é muito comum encontrar pessoas com diferentes crenças ou que sigam diferentes religiões.

Além disso, ser um estado laico também permitiu o surgimento de algumas religiões, como é o caso da umbanda. Considerada uma das poucas religiões totalmente brasileiras por ter sido fundada no país, ela tem como base outras religiões que também deram origem aos rituais da umbanda.

Abaixo nós contamos algumas curiosidades muito interessantes sobre essa religião tão rica e tão importante para a nossa própria cultura. 

1. Religião 100% brasileira

A umbanda foi fundada em 1908 por um jovem chamado Zélio Fernandino de Moraes, levado pela família a um centro espírita após ficar paralisado. Lá ele incorporou o espírito do padre jesuíta Caboclo das Sete Encruzilhadas, que lhe deu a missão de estabelecer uma nova religião. Essa religião deveria cultuar os espíritos dos índios brasileiros, chamados Caboclos, e velhos escravos, chamados Pretos-velhos. 

A palavra umbanda significa “arte de curar”, e tem origem na língua quimbunda, um dos idiomas oficiais de Angola. Essa religião mistura elementos do candomblé, do espiritismo kardecista e do catolicismo. 

2. Hierarquia das divindades e entidades

Assim como as principais religiões do Brasil, a umbanda segue uma crença monoteísta e seu deus único é chamado Olorum. Porém, por ser uma religião muito diversificada, existem outras divindades abaixo de Olorum, como os orixás, que também são divindades importantes para a umbanda. Oxalá, Oxum, Xangô, Yemanjá, Ogum, Yansã e Obá são alguns dos orixás mais conhecidos. As divindades também podem ser associadas a figuras religiosas de outras crenças (Yemanjá tem seu par em Nossa Senhora da Conceição e Ogum em São Jorge, por exemplo).

Já as entidades espirituais aparecem abaixo dos orixás na hierarquia da umbanda. Além dos Caboclos e dos Pretos-velhos, existem ainda os Exus, que são os mensageiros dos orixás, as Pombajiras, conhecidas também como damas da noite ou feiticeiras e Erês, que são os espíritos das crianças.

3. Atabaques e velas

A umbanda conta com diversos ritos para as incorporações, e a música faz parte destes momentos. Os atabaques são instrumentos de percussão considerados sagrados e são utilizados nos rituais da umbanda. Eles são tocados pelos Ogãns, figuras muito importantes e respeitadas, que precisam conhecer os toques específicos para garantir que uma incorporação aconteça da maneira correta.

Além disso, é muito comum a presença de velas nesses rituais. Elas foram incorporadas do catolicismo e são utilizadas para invocar as diferentes entidades da religião. É através das cores que é possível identificar qual será a entidade invocada (velas vermelhas e pretas estão associadas à figura de Exu, por exemplo).

4. É patrimônio imaterial do Rio de Janeiro

A umbanda é um elemento tão importante da cultura brasileira, mas em especial da cidade do Rio de Janeiro, que em 2016 o prefeito da cidade, Eduardo Paes, decretou que ela se tornou patrimônio imaterial do município. 

A decisão veio após um estudo do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), que reconheceu a influência da religião para a história da cidade. O estudo também apontou para a importância da umbanda, devido a sua origem africana. Com isso, a umbanda também se torna um patrimônio cultural do Rio de Janeiro.

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