Dia 29 de abril: Entre nessa dança!

28/04/2012 às 13:475 min de leitura

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Dançar faz bem para o corpo e para a mente. E, de quebra, ainda é uma prática que pode colaborar muito para perder alguns quilinhos e manter a boa forma. Além disso, dançar constitui uma alternativa perfeita para quem deseja cuidar do corpo, mas não consegue se adaptar ao ambiente ou rotina das academias de musculação.

A atividade movimenta o corpo todo, fortifica a musculatura e aumenta a autoestima. O bom humor impera durante as aulas, que facilitam e propiciam o contato entre os “dançarinos”. Sem contar que, em geral, as pessoas se sentem muito mais estimuladas para frequentar as aulas de dança do que para ir a um treino de musculação. Então, já que a dança só traz vantagens, por que não começar a praticar?

Aproveitamos o Dia Internacional da Dança e selecionamos três ritmos diferentes e muito animados para você conhecer e, quem sabe, começar a ensaiar os primeiros passos. Para nos ajudar nessa descoberta, o TodaEla conversou com alguns professores de dança especialistas em cada um dos ritmos. Não deixe de celebrar essa data conosco!

A celebração

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O Dia Internacional da Dança é comemorado no dia 29 de abril e foi instituído pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO em 1982. Mesmo sendo uma data celebrada há anos, ainda é desconhecida para grande parte do público em geral.

No Brasil, esse dia especial tem ganhado mais espaço nos últimos anos. Artistas e profissionais da dança comemoram a data para divulgar o movimento, criando uma mobilização que visa ressaltar a importância dessa expressão nos meios culturais e buscar um maior incentivo de políticas públicas.

O dia foi escolhido em homenagem a data de nascimento do dançarino francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), famoso por quebrar os padrões instaurados no estilo de dança do seu tempo. Com suas ideias vanguardistas, Noverre atribuiu expressividade, sutileza e novos movimentos à execução dos passos.

West Coast Swing

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O West Coast Swing é um ritmo que surgiu nos Estados Unidos. O professor de dança Emmanuel Asinelli da Luz Keiber, da Casa de Dança Tatiana Asinelli, explica que se trata de uma adaptação de uma dança um pouco mais antiga, chamada de Lindy Hop.

Segundo Emmanuel, o West Coast Swing nasceu como uma dança específica para apresentações. Ela foi criada para que os dançarinos pudessem ser vistos em exibições televisivas, já que alguns estúdios tinham câmeras fixas que não favoreciam o ângulo e os movimentos expansivos do Lindy Hop.

Uma das principais diferenças entre elas, é que a nova versão é linear, enquanto o Lindy Hop é uma dança circular que ocupa mais espaço em um salão. O West Coast Swing possui movimentos mais próximos do chão, diferentemente da sua dança originária que, de acordo com Emmanuel, “consiste em movimentos mais aéreos”. O ritmo também é diferente: o Lindy Hop é uma dança mais acelerada.

Uma das principais características da dança é a versatilidade. O professor explica que é possível dançar West Coast Swing com qualquer estilo musical, “desde o pop mais contemporâneo até o country”. Por esse motivo, as aulas costumam ter artistas como Rihanna e Usher na trilha sonora.

Emmanuel ainda enumera os benefícios que a prática traz para o corpo. Segundo ele, o estilo colabora grandemente para a postura. Por envolver diversos movimentos com os pés, a dança também traz agilidade para essa parte do corpo. Outra vantagem é desenvolvimento de uma musicalidade. O professor explica que no West Coast Swing os movimentos são totalmente relacionados com a música, por isso todas as acelerações e diminuições no ritmo são marcadas durante a dança.

Entre os festivais mais importantes para o West Coast Swing, o professor de dança Emmanuel destacou o Swing Curitiba, que é dedicado exclusivamente ao ritmo e acontece sempre no segundo semestre na capital paranaense e o Floripa Summer Swing, que acontece em novembro e costuma trazer atrações internacionais de peso, como os grandes dançarinos Jordan Frisbee e Tatiana Mollmann, que são referências no ritmo no mundo todo.

Hip-Hop

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O Hip-Hop é um movimento completo, que vai muito além da dança, passando também por outras esferas da produção cultural. A professora Ji Sambati, da Cenário Espaço Arte (de Curitiba, Paraná) e da Arte da Dança (de Campo Largo, Paraná), explica que a expressão se divide em DJing (produção musical), MCing (canto), Writing (graffites e trabalhos artísticos) e B Boying (dança).

A bailarina, que também trabalha como coreógrafa dos grupos de dança Unite Company, Feeling e Explosion, ressalta que a modalidade explora o corpo todo: “movimentamos da cabeça aos pés, com coordenações de vários membros sendo utilizados ao mesmo tempo”. A prática ainda acontece bem próxima ao solo, “temos contato dos pés, mãos, braços e cabeça com o chão”.

Além da riqueza de movimentos, a dança está intimamente ligada com a música. “Os dois precisam andar juntos para que haja a conexão perfeita”, completa Ji. A interpretação da música e o sentimento do dançarino também são fatores importantes no Hip-Hop.

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A versatilidade da dança impera na sua execução, podendo ser feita solo, em duos, trios ou grupos. Ji Sambati também explica que existem estilos contemporâneos e até mesmo visões mais românticas da dança, que vão refletir na força e na velocidade da prática.

Assim como a maior parte das danças, o Hip-Hop é uma atividade física que traz muitos benefícios para o corpo e para a mente. Entre as inúmeras vantagens, a professora de dança comenta que “ao começar a dar os primeiros passos de dança, a pessoa se desprende dos tabus, medos e preconceitos e aos poucos percebe a sua vida se transformar”. Além disso, Ji Sambati lembra que a atividade não tem nenhuma restrição de idade e nem de qualquer outro tipo, já que os passos podem ser adaptados às limitações físicas de qualquer público.

Os praticantes podem contar com um aumento da flexibilidade, uma melhora no condicionamento aeróbico e na coordenação motora, desenvolvimento da capacidade cardiorrespiratória e fortalecimento da musculatura. De quebra, a descontração e a diversão do Hip-Hop ainda espantam o stress, a depressão e a timidez para bem longe, aumentando a autoestima e ajudando no relaxamento.

Nas aulas de Hip-Hop é comum tocar Funk, R&B, Eletro Funk e Rap, com artistas como James Brown, Afrika Bambaata, Lauryn Hill, Michael Jackson, Beyoncé e muitos outros. A professora Ji Sambati aponta que um dos maiores festivais do país é o Festival Internacional de Hip-Hop, que acontece em Curitiba e conta com a presença de dançarinos e professores nacionais e internacionais que ministram workshops e avaliam os melhores grupos do Brasil e da Argentina.

Samba Rock

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O Samba Rock é um movimento que pode ser considerado praticamente brasileiro, apesar de trazer algumas influências de estilos musicais internacionais, esse estilo de dança tem uma presença muito marcante em terras nacionais.

Segundo o professor de dança Ícaro Henrique Marchi Pereira, da Casa de Dança Tatiana Asinelli, o movimento surgiu a partir do samba paulista, misturando referências de black music, jazz e soul. Ícaro explica que o Samba Rock nasceu de um público que buscava o seu próprio estilo de dança.

Apesar de trazer o samba no nome, o professor arrisca dizer que o Samba Rock não guarda nenhuma semelhança com o tradicional Samba de Gafieira. E completa: “não se trata de um estilo musical, mas sim uma dança que precedeu a música”.

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Assim, com a popularização do estilo, começaram a surgir grupos de músicos que passaram a compor canções no melhor estilo Samba Rock. Entre eles, Ícaro destaca os paulistanos Clube do Balanço e Os Opalas e o Farofa Carioca, do Rio de Janeiro, que conta com participações de Seu Jorge.

Quanto aos movimentos mais explorados na dança, o professor ressalta os giros e os entrelaçamentos com os braços. Diferente do Samba de Gafieira, o trabalho com as pernas é pequeno e perde espaço para o uso dos braços em movimentos maiores e mais chamativos. Os casais que dançam Samba Rock não tem uma proximidade tão grande, se mantendo ligados pelas mãos. Ícaro ressalta que isso faz com que o estilo tenha um clima mais solto e descontraído se comparado a outros ritmos.

Para o corpo, o professor explica que a prática trabalha bastante com a flexibilidade e os alongamentos. Por esse motivo, os praticantes da modalidade desenvolvem o que podemos chamar de uma consciência corporal dos membros superiores.

Ícaro ainda ressalta que, diferentemente do que muitos pensam, o Samba Rock não surgiu para desbancar o tradicional Samba de Gafieira. Os dois estilos são bastante diferentes e, apesar do Samba de Gafieira ter sua presença mais marcante no Rio de Janeiro e o Samba Rock ser um movimento forte em São Paulo, não existem motivos para haver rivalidade entre as duas danças.

Entre os festivais que existem no país, o professor destacou o Samba Rock Day, que acontece em São Paulo em setembro e é exclusivamente dedicado ao ritmo e o Baila Floripa, que conta com diversos ritmos, inclusive o Samba Rock.

Entre nessa dança!

Depois de conhecer melhor alguns dos mais diferentes ritmos de dança, que tal começar a praticar e aproveitar os benefícios que a atividade tem a oferecer? Para conhecer outras modalidades e saber como elas podem ajudar a manter a boa forma, consulte nosso artigo especial que traz as vantagens de se dançar balé, flamenco, sapateado, dança de salão e muitas outras.

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