Dormir pode trazer mais benefícios do que praticar exercícios

03/01/2013 às 07:502 min de leitura

Crédito: Thinkstock

Quem nunca acordou uma hora mais cedo para dar uma passadinha na academia ou fazer uma corrida no parque antes de ir trabalhar? Pois é, esse hábito é mais comum do que podemos imaginar. No entanto, aqueles que trocam a atividade física por alguns minutinhos a mais na cama podem deixar de ser vistos como preguiçosos por fazerem a escolha certa quando o assunto é boa forma.

A revista Vogue aponta que existe uma série de estudos que nos levam a concluir que dar aquela esticadinha pela manhã pode trazer muito mais benefícios do que praticar exercícios físicos. Isso não significa que você deve abrir mão da mensalidade da academia para investir em uma cama mais confortável. É preciso cuidar também da qualidade do sono que temos diariamente.

De acordo com a publicação, assim que a noite começa a cair, nosso organismo trabalha para que o sono chegue, diminuindo gradativamente a nossa atenção e stress através da alteração das taxas hormonais. Assim, vamos nos preparando para que, quando chegar a hora de dormir, nosso corpo possa recuperar as energias e se revitalizar.

Por esse motivo, um sono de qualidade é fundamental. É durante as oito horas de descanso recomendadas que nosso organismo metaboliza uma série de hormônios responsáveis por regular nossa atividade diária. Essas alterações que ocorrem durante o sono são tão intensas que consomem boa parte das calorias que ingerimos durante o dia e acabam por representar cerca de 70% do nosso gasto calórico.

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Segundo a notícia, Eduardo Nunes Salles, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, aponta que existem vários estudos que mostram que aqueles que dormem de cinco a seis horas por dia podem acabar ganhando um sobrepeso de 36% a longo prazo em comparação com as pessoas que seguem a recomendação dos médicos. Já Luciana Palombini, especialista pelo Instituto do Sono da Unifesp, ressalta que esse aumento de peso é causado pela alteração nos níveis de grelina e leptina, hormônios que responsáveis a saciedade e o apetite, e, quando desregulados, nos levam a comer mais.

A matéria ainda aponta uma pesquisa realizada no Women's Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, que comprovou que o sono está relacionado ao metabolismo da glicose. Ou seja, dormir pouco faz com que o organismo desenvolva resistência à insulina e resulte no acúmulo de grandes quantidades de açúcar no sangue. A especialista do Instituto do Sono também alerta que a privação de sono eleva a concentração de cortisol, o que pode resultar na concentração de gordura na região abdominal e levar até mesmo à obesidade.

A partir dessas conclusões, especialistas apontam que pode ser mais benéfico aproveitar bem alguns minutos a mais de sono do que interromper o descanso para fazer uma atividade física. Procure deitar em um horário adequado para a sua rotina, busque descansar as oito horas recomendadas e tenha hábitos saudáveis para que o seu sono possa ter qualidade e seu organismo desperte revigorado pela manhã.

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