O que acontece com o cérebro quando o coração de uma pessoa para de bater?

O que acontece com o cérebro quando o coração de uma pessoa para de bater?

Equipe MegaCurioso
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A cada minuto, mais de 100 pessoas morrem em todo o mundo, e ainda que a morte seja assunto comum e fato cotidiano, não sabemos muita coisa sobre ela. Para os que têm medo de morrer, e mesmo para os que não têm, pode ficar uma pergunta muitas vezes sem resposta: como é a que o cérebro morre? Você já se perguntou isso?

Ao que tudo indica, no momento da morte, o cérebro de uma pessoa é invadido por um tsunami de estímulos, que se espalham pelo órgão mesmo alguns minutos depois de o coração ter deixado de bater.

Essa afirmação é possível graças a um estudo sobre o tema, que envolveu o uso de neuromonitoramento de pacientes que tinham danos cérebro. Com esses exames, foi possível detectar o momento em que esse tsunami se manifestou.

A onda de estímulos durante o processo de morte é lenta e se espalha pelo cérebro depois que o coração para e a circulação sanguínea é interrompida. Inicialmente, é como se o cérebro entrasse em um “modo de segurança”, com a interrupção das células de comunicação e o início do tal tsunami.

Perto do fim

atividade cerebral

Essas ondas se movimentam pela região do córtex, especialmente, dando início a uma série de fenômenos fisiológicos que atuam envenenando as células nervosas. É possível reverter esse processo de ondas até certo ponto, contanto que a circulação sanguínea seja restabelecida rapidamente, em um processo chamado de “espalhamento de despolarização”.

“Depois da parada circulatória, o espalhamento da despolarização marca a perda de energia eletroquímica armazenada em células cerebrais e o início de processos tóxicos que eventualmente levam à morte”, explicam os pesquisadores.

É importante que a Medicina consiga rastrear esse momento com maior eficiência para que mais mortes possam ser evitadas, mas os aparelhos usados atualmente ainda não são os ideais para isso. No futuro, essa descoberta pode tanto evitar algumas mortes quanto facilitar diagnósticos e tratamentos de doenças cerebrais.

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