A história do cientista que queria ressuscitar um condenado à câmara de gás
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A história do cientista que queria ressuscitar um condenado à câmara de gás

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A história que vamos contar a seguir é a de um cientista chamado Robert E. Cornish que, há mais de 70 anos, por pouco não conduziu um experimento que consistia em trazer de volta do mundo dos mortos um preso executado na câmara de gás. Hoje muitos considerariam a iniciativa do pesquisador maluca, mas, vale lembrar que, na época, pouco se sabia sobre as possibilidades de se reverter a morte clínica — e as restrições éticas relacionadas aos estudos conduzidos com humanos não estavam bem definidas.

Robert E. CornishRobert E. Cornish (Mad Scientist)

Experimento

O fato é que, em meados da década de 30, Cornish chegou a realizar uma porção de experimentos em que tentava “ressuscitar” cães e, segundo o próprio cientista, ele teria obtido sucesso em duas ocasiões. Mais especificamente, Cornish sufocava os animais até que eles parassem de respirar e, depois, os colocava em uma engenhoca que funcionava mais ou menos como uma gangorra onde o cientista balançava os corpos dos cachorros vigorosamente para promover a circulação sanguínea.

Cachorro ressuscitadoEsse seria um dos pobres cães ressuscitados por Cornish (Mad Scientist)

Enfim, após dois casos de sucesso — que nunca foram verificados, mas Cornish jurava que tinham dado certo! —, o cientista achou que era hora de testar com humanos. E não é que ele encontrou um voluntário? A cobaia seria o condenado a morrer na câmara de gás Thomas McMonigle, que se encontrava aguardando o dia de sua execução na Prisão Estadual de San Quentin, na Califórnia. Como ele ia morrer de qualquer jeito, por que não fazer parte da experiência, né?

Engenhoca do Dr CornishA engenhoca (io9)

Então, para conseguir a liberação de tentar ressuscitar o executado em sua engenhoca, o cientista fez uma petição ao Departamento Prisional do estado, explicando direitinho qual era a sua intenção. Mas as negociações acabaram não avançando porque um cara chamado Clinton Duffy, que era diretor da San Quentin na época, interferiu, alegando entre outras coisas que, por questões de segurança, seria necessário aguardar pelo menos 30 minutos antes de remover o corpo de Thomas da câmara de gás.

Cornish não se deu por vencido, e tentou fazer uma contraproposta — por assim dizer — em que prometia recriar as mesmas condições da câmara de gás da prisão em laboratório, conduzir testes com animais e provar que era possível replicar o experimento em humanos. No fim, o voluntário foi executado e a oportunidade de tentar ressuscitar o condenado foi negada mesmo.

Cornish e McMonigleRobert Cornish e Thomas McMonigle (io9)

No entanto, muitos acreditam que a petição não foi negada por causa de questões de segurança coisa nenhuma. Dizem que, no fundo, as autoridades temiam que o experimento desse certo e Thomas fosse ressuscitado, uma vez que isso criaria um problemático dilema legal. Afinal, o detento tinha cumprido sua pena e condenação e, portanto, ele teria “quitado” suas dívidas com a Lei e deveria ser considerado um homem livre.

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