Pesquisa tenta explicar a posição peculiar do eixo de rotação de Urano
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Pesquisa tenta explicar a posição peculiar do eixo de rotação de Urano

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Apesar de seu tamanho  com 14 vezes mais massa e um diâmetro 4 vezes maior que o da Terra , a peculiaridade de Urano fez com que astrônomos da Antiguidade não o reconhecessem como planeta; isso ocorreu somente em 1781.

Ele praticamente não possui características na luz visível, fato confirmado pela Sonda Voyager 2, lançada em 1986. Sua velocidade orbital também é relativamente lenta, levando pouco mais de 84 anos para completar uma volta ao redor do Sol.

Outro fato curioso é que seu eixo de rotação é muito inclinado, tanto que fica quase no plano de translação. Se fizermos uma analogia com a Terra, em Urano os polos Norte e Sul ficam onde deveria estar o Equador. Essa condição é algo que sempre intrigou os astrônomos, pois não faz sentido que ele tenha se formado já nessa posição.

Choque de planetas

Uma nova pesquisa, publicada no The Astrophysical Journal, sugere que Urano pode ter sido atingido por outro planeta, que teria o dobro do tamanho da Terra, há bastante tempo. As dimensões foram estimadas ao considerar que algo muito pequeno não geraria tantas consequências, e algo maior teria destruído o planeta.

De acordo com a pesquisa, o objeto possuía esse tamanho porque seria o ideal para o aumento da liberação de gás e poeira pela colisão, acarretando a formação das luas internas. Parte da massa do planeta que colidiu teria sido incorporada por Urano, e o resto teria acabado nas luas ou escapado para o espaço sideral.

Durante a formação do Sistema Solar, situações como essa não eram incomuns. A nossa própria Lua tem uma história parecida; uma das explicações sobre sua formação envolve o choque de um protoplaneta com a jovem Terra. Para nós, a consequência desse evento foi benéfica, considerando as influências que o astro exerce sobre o nosso planeta.

O choque que Urano recebeu possivelmente foi forte demais, se tornando o motivo para a alteração de toda a dinâmica do planeta. Essa é a provável causa da sua inclinação incomum, assim como do fato de se mostrar mais frígido do que Netuno, que se localiza a uma distância maior do Sol.

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