Conheça a história do rifle AR-15
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Conheça a história do rifle AR-15

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Seja em filmes ou jogos eletrônicos, você provavelmente já viu um AR-15 em ação. Esse rifle é um dos mais populares nos EUA, onde a venda de armas desse tipo é liberada, com utilização ostensiva em diversos cenários. Mesmo com as primeiras unidades produzidas nos longínquos anos 1960, sua eficiência e versatilidade ainda são suficientes para que siga em uso por forças militares do mundo todo.

Origens

A história do famoso rifle começa com seu antecessor, o M1 Garand. Desenvolvido na década de 1930, ele foi utilizado amplamente pelas forças armadas dos EUA como peça fundamental durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, ele ainda participa de cerimônias militares.

Apesar de sua versatilidade, após o fim da Guerra da Coreia, ele começou a mostrar sua defasagem tecnológica em comparação ao rifle AK-47, desenvolvido por Mikhail Kalashnikov. A arma russa, utilizada até hoje, possui um sistema automático alimentado por pentes, função não suportada pelo antigo rifle americano.

Com o intuito de substituir o velho M1 Garand, o Exército dos EUA analisou três possíveis opções para seu uso. O T44E4, que era uma versão atualizada do Garand, o FN-FAL belga e o AR-10, produzido pela ArmaLite e desenvolvido por Eugene Stoner — que possuía muito prestígio como especialista em aviação da Marinha dos EUA, além do título de engenheiro mecânico e de projetos.

O AR-10 utilizava a energia gerada pelo disparo de uma bala de 7,62 mm para eliminar a cápsula utilizada, era feito de alumínio aeronáutico e pesava 3,2 quilos  mais leve que o AK-47 ou o M1 Garand. Mesmo com todas essas qualidades, o Exército americano optou pelo T44, por ser fabricado pela empresa responsável pelo rifle já em uso.

Teste prático

Trinta anos depois, já nos anos 1960, a força aérea dos EUA substituiu suas antigas carabinas M-2 pelo AR-15, uma versão atualizada do AR-10. A recepção foi positiva e, por isso, foram enviadas algumas unidades do rifle para soldados em missão na Guerra do Vietnã.

Esse foi o grande diferencial na adoção do AR-15 pelo Exército americano, pois as reações dos combatentes foram as melhores possíveis. Os elogios à nova arma eram espontâneos, mostrando que em campo ele era extremamente eficiente e fazendo com que, em 1963, o secretário de defesa dos EUA, Robert McNamara, encomendasse 104 mil unidades do rifle, agora nomeado como M-16.

Sucesso de vendas

Alguns anos após a adoção do rifle pelo Exército americano, a Colt, fabricante de armas, desenvolveu uma versão semiautomática, possibilitando a venda para o mercado civil dos EUA.

Não se sabe exatamente quantas foram comercializadas até hoje, mas após uma ameaça de limitar o acesso a armas de fogo nos EUA, em 2004, suas vendas aumentaram de forma substancial. Quem possui uma unidade do modelo elogia sua precisão e facilidade de uso, além da possibilidade de adicionar diferentes comprimentos de barril, aumentar a capacidade de cartuchos, incluir mira a laser e lanternas e até personalizar a cor.

A Fundação Nacional de Esportes de Tiro, entidade dos EUA, enquadra o AR-15 como “rifle esportivo moderno”. Os números disponíveis apontam uma produção anual de 1,3 milhão de unidades de armas com essa classificação.

Muito boa, mas ainda uma arma

As vendas aumentaram durante a administração de Barack Obama, diante do receio de que houvesse algum tipo de proibição na venda de rifles como o AR-15. A preocupação aconteceu porque, na época, ocorreram diversos incidentes em que atiradores invadiram escolas ou áreas com alta concentração de pessoas, utilizando armas com características semelhantes e matando várias.

O objetivo principal de um rifle como o AR-15 é matar oponentes durante uma batalha; apesar disso, a facilidade de aquisição é muito grande nos EUA. Quem defende a venda de armas de fogo pode listar inúmeros motivos para tal, mas nenhum outro equipamento proporciona, para a população em geral, um efeito destrutivo tão grande com o simples pressionar de um gatilho.

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