Você sabe como são formadas as ondas gigantes?
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Você sabe como são formadas as ondas gigantes?

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Em novembro de 2017, o brasileiro Rodrigo Koxa teve o privilégio – além da sorte – de se tornar recordista mundial, ao ser registrado surfando uma onda de 24 metros de altura em Nazaré, Portugal. A região é conhecida mundialmente por surfistas, mas uma oportunidade como essa não ocorre com frequência.

Junto com a escolha da onda, também é necessário que o atleta possua habilidade suficiente para surfá-la até o fim, pois uma queda pode gerar sérias consequências. Agora, como ele sabia que aquela seria perfeita? E por que ondas assim não se formam em todas as praias?

Vento e mais alguns detalhes

A onda surfada por Koxa foi gerada pelo vento, como a grande maioria delas, o que as torna extremamente imprevisíveis. “Existem ondas de todos os tamanhos e formas quebrando nas praias pelo mundo. Se não forem detidas por nada, elas podem atravessar bacias oceânicas inteiras, então sua origem pode ter sido uma tempestade a meio mundo de distância", explicou a bióloga oceanógrafa Sharon Gilman, em seu site.

Apesar de ser necessário um pouco de sorte, a região de Nazaré é um ponto conhecido de surfistas que buscam ondas gigantes, e isso se deve à formação da praia. Algumas regiões costeiras são abertas e possuem margens rasas, fazendo com que as ondas sejam dissipadas facilmente, o que resulta em uma área de mar calmo.

Já regiões costeiras com o fundo do mar íngreme fazem com que as ondas se formem de maneira mais fácil, causando um efeito de amplificação enquanto se aproximam da praia. Segundo Gilman, "as ondas que estão na frente começam ser arrastando pelo fundo e, assim, ficam mais lentas, permitindo que as próximas passem por cima delas. Conforme a distância entre os picos das ondas diminui, toda essa energia se condensa em um espaço mais estreito e precisa ir a algum lugar, então a onda fica mais alta", disse Gilman.

Outro fator que contribui para a formação de ondas gigantes é o relevo da região perto da praia. Falésias servem como uma parede que impede a dissipação de energia após a onda quebrar, fazendo com que a água se mova de forma aleatória diretamente de volta para o mar. Esse comportamento, quando repetido em uma frequência específica, acumula a energia das ondas e gera um efeito conhecido como interferência construtiva, aumentando o tamanho delas a cada iteração.

Em Nazaré tudo conspira a favor

O que se vê na prática é provado cientificamente. A região de Nazaré possui uma costa com um intenso declive, em diversos casos com falésias, e enormes paredes submersas, que favorecem a geração de interferência construtiva. Todas essas condições, combinadas com ondas geradas pelo vento na frequência ideal, causam as tão cobiçadas ondas gigantes.

As ondas são incríveis e muito procuradas por surfistas, mas a região não é muito aconselhável para quem busca tranquilidade. Existem diversos relatos de pessoas que se machucaram seriamente e até mesmo morreram, ao serem engolidas pelas ondas gigantes. O recorde de maior onda surfada (24 metros) pertence a Rodrigo Koxa, mas em outras ocasiões já foram registradas ondas com mais de 30 metros de altura.

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