Mas, afinal, por que as nuvens não “caem” sobre nossas cabeças?
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Mas, afinal, por que as nuvens não “caem” sobre nossas cabeças?

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Que atire a primeira pedra quem nunca ficou parado observando as nuvens lá no céu — seja em um belo dia ensolarado ou antes de uma forte tempestade. E, a partir do momento em que descobrimos que essas “estruturas” fofinhas podem chegar a pesar 500 toneladas, é impossível que a seguinte pergunta não surja em nossas cabeças: mas, afinal, por que as nuvens flutuam de forma tão pacífica e não caem em nossas cabeças? Como sempre, a ciência explica e, desde já, é bom avisar que as coisas são um pouco complexas.

Antes de mais nada, é bom lembrar que uma nuvem nada mais é do que um acúmulo de partículas de água (e, às vezes, de gelo) que se condensaram do estado gasoso e atingiram o líquido. Como todos nós sabemos, a água é mais pesada do que o ar,  e isso deveria ser o suficiente para que as nuvens despencassem do céu, correto? Bom, não exatamente, pois as partículas em questão são tão minúsculas que as moléculas de ar ao seu redor conseguem "segurá-las" com uma força da física conhecida como atrito.

Obviamente, o atrito das moléculas de ar — que exercem uma força maior do que o peso individual de cada gotícula, mantendo-as suspensas — também faz com que a água entre em choque e aumente de densidade, se tornando cada vez mais pesada. Uma vez que uma nuvem se encontra  muito densa e pesada, esse efeito perde sua utilidade e a nuvem, de certa forma, "cai". Mas não de maneira direta, e sim como chuva e neve, dependendo da concentração de água ou de gelo.

Além disso, o vento é outro fator que impede que as nuvens caiam. As camadas de ar em movimento abaixo das nuvens acabam gerando uma turbulência que impossibilitam a sua queda, forçando a flutuação. Podemos traçar um paralelo com a natação: se ficarmos parados em uma piscina com água, eventualmente afundaremos; por outro lado, se nos debatermos ou fizermos movimentos ritmados, conseguiremos nadar ou pelo menos passar mais tempo na superfície, flutuando.

Em queda livre

Outra curiosidade: você já percebeu que as primeiras gotas de chuva são maiores e mais “pesadas” do que aquelas que caem no fim de uma tempestade? A ciência também explica por que isso acontece.

Basicamente, o atrito estático é mais forte do que o atrito dinâmico — o que significa que essa força “segura” mais as partículas de água quando elas estão em repouso do que quando estão em movimento. Sabe quando você precisa mover um objeto pesado e o primeiro movimento para arrastá-lo é mais forte do que o restante? Então!

O mesmo acontece com as gotículas de água e gelo, que precisam ser mais densas e pesadas para vencer  força do atrito e iniciar a precipitação (chuva). Com isso, o atrito se torna menor, o que explica o motivo de as gotas diminuirem de tamanho gradativamente com o fim de uma tempestade.

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