Espécies ameaçadas de extinção podem reaparecer em 2019
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Espécies ameaçadas de extinção podem reaparecer em 2019

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Depois de um século coordenando esforços para a conservação de animais selvagens em extinção, a Associação de Conservação da Vida Selvagem (Wildlife Conservation Society – WCS), em conjunto com cientistas, apresentou expectativas muito positivas para o ano de 2019.

A organização sem fins lucrativos foi fundada em 1895 sob a liderança de Theodore Roosevelt com o objetivo de preservar os maiores territórios selvagens do mundo, dando prioridade às 16 regiões que abrigam mais da metade da biodiversidade do planeta Terra.

A WCS consultou especialistas do Programa de Conservação Global, além de ter observado zoológicos e aquários de outras organizações ligadas a essa área. O objetivo era atualizar o status de preservação das mais emblemáticas espécies que estavam correndo grave perigo de extinção. E as notícias foram excelentes. Quatro espécies que estavam sob proteção da ONG têm a possibilidade de finalmente reaparecer neste ano.

Tartaruga-estrela-birmanesa

Reprodução/IFL Science

Apenas encontradas na Ásia, mais especificamente em uma região central bem seca de Myanmar, as tartarugas-estrela-birmanesa (Geochelone platynota) foram dizimadas em 1990 por conta da demanda de mercados ligados à vida selvagem na China.

Os esforços de recuperação começaram com apenas 175 tartarugas, a maioria confiscada em cativeiro de traficantes de animais selvagens e em péssimas condições de reprodução. Atualmente, especialistas estimam que existam cerca de 14 mil tartarugas selvagens cativas sendo devidamente cuidadas. Além disso, 750 já foram soltas em áreas de proteção ambiental.

Cegonha Marabu-grande

Reprodução/IFL Science

Considerada a mais rara de todo o mundo, a cegonha Marabu-grande (Leptoptilos dubius) é encontrada no sudeste da Ásia e foi recuperada devido a esforços locais para proteger a floresta Tonle Sap, no Camboja, seu habitat. Sua reprodução sofreu grave queda após a coleta de seus ovos sem regulamentação, em conjunto com a destruição de seu ambiente natural. Atualmente, existem mais de 200 pares soltos na natureza.

Onça-pintada

Reprodução/IFL Science

A onça-pintada (Panthera onca) foi dizimada em grande parte de seu habitat, na América Central, e atualmente está limitada sobretudo à Argentina. Por conta dos esforços para recuperação da espécie, um crescimento de 8% de sua população tem sido percebido a cada ano e estima-se que a espécie possa ressurgir também no sul dos Estados Unidos.

Baleias-jubarte

Reprodução/IFL Science

As práticas intensivas de caça às baleias levaram as jubarte (Megaptera novaeangliae) ao limite, o que as fez entrar fatalmente na lista de espécies ameaçadas de extinção. Diante desse fato, começaram a receber mais atenção e, devido à proteção internacional da espécie, atualmente as populações já foram recuperadas em até 90% em diversas regiões do mundo.

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