Relatório ambiental mostra como estamos em perigo e quanto tempo temos
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Relatório ambiental mostra como estamos em perigo e quanto tempo temos

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Mudança climática, enchentes, secas, furacões e muitas outras catástrofes naturais já são comuns no noticiário. O que poucas pessoas parecem compreender no entanto, é que a humanidade está com os dias contados se nada for feito para mudar a maneira como estamos vivendo. De acordo com um relatório do Instituto de Pesquisa de Políticas Públicas (IPPR) sobre mudança climática temos no máximo 120 anos para evitar as conseqüências mais devastadoras do aquecimento global que estamos causando na Terra. As mudanças podem ser lentas e graduais ou bastante rápidas, mas é certo que acontecerão com a desestabilização do clima. 

O foco do documento é apontar que as principais propostas políticas realizadas até agora tem deixado muito a desejar e não enfrenta (ou entende) a crise pela qual estamos passado. “A mudança ambiental induzida pelo homem está ocorrendo em uma escala e ritmo sem precedentes, e a janela de oportunidade para evitar resultados catastróficos em sociedades ao redor do mundo está se fechando rapidamente”, afirma o resumo do relatório. “Esses resultados incluem instabilidade econômica, migração involuntária em larga escala, conflitos, fome e o potencial colapso dos sistemas sociais e econômicos. Ignorar o histórico ambiental na maioria das áreas de política foi um erro catastrófico”.

Para os autores do relatório há três mudanças principais que precisam acontecer na esfera política para que haja uma mudança significativa na forma como lidamos com esses problemas. 

Em primeiro lugar, os legisladores precisam entender a escala e o ritmo das mudanças ambientais, pois estamos cada vez mais próximos do colapso ambiental. As populações de vertebrados caíram 60% desde a década de 1970. Estamos perdendo solo superficial pelo menos 10 vezes (mas potencialmente até 40 vezes) mais rápido do que pode ser recuperado naturalmente. E desde os anos 50, perdemos 30% das terras aráveis ??do mundo devido à erosão, o que impacta tanto a agropecuária como gera ainda mais desmatamento. 

A segunda mudança é sobre as  implicações das questões ambientais e como políticas públicas podem lidar com isso. Os impactos podem ser vistos tanto em escala local como global e reforçam tendências econômicas e desigualdades. Já estamos vendo migrantes climáticos e o número deles continuará aumentando.

A terceira questão diz respeito a uma verdadeira transformação. É preciso fazer mudanças em nossas vidas, nossas políticas e nossos países, e é essencial que sejam sustentáveis ??e para todos, não apenas para poucos privilegiados. Novas políticas também precisam funcionar de uma forma que nos torne mais preparados para os tempos turbulentos que virão. Mais do que focar somente na questão ambiental, é preciso olhar para infra-estruturas, mercados, coesão social, processos políticos e cooperação global para que possamos mudar e salvar nosso planeta.

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