Como pequenas tartarugas se tornaram um grande problema biológico
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Como pequenas tartarugas se tornaram um grande problema biológico

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Para quem mora em uma casa ou apartamento pequeno, o sonho de ter um animalzinho de estimação não é fácil de realizar. Nos anos 80 e 90, virou moda entre quem não tinha espaço para um cãozinho e nem mesmo para um gato adotar uma tartaruga.

Nesta época, foram distribuídas no mundo inteiro mais de 52 milhões de exemplares de tartaruga-de-orelha-vermelha, um tipo minúsculo que mede menos de 20 centímetros e, portanto, é fácil de cuidar.

O problema é que, mesmo com o tamanho reduzido, a tartaruga não é um bichinho virtual e demanda cuidados constantes. Isso fez com que muitas – muitas mesmo, milhares, possivelmente milhões – de tartaruguinhas japonesas fossem adotadas ou compradas e logo mais descartadas.

Fotos: Eduardo Francisco Vazquez Murillo/ Flickr

Segundo o biólogo Eduardo Rendón Hernandes, em entrevista ao site mexicano FayerWayer, isso acontecia porque é uma espécie que tem muitas necessidades de espaço, alimento e limpeza para serem mantidas em casa. "Por isso, a longo prazo, os donos decidem liberá-las em recipientes de água, provocando sua dispersão em ambientes naturais".

Embora sejam répteis e precisem de água em abundância para conseguir viver, as tartarugas não necessariamente podem ser simplesmente largadas perto de um rio qualquer quando não se quer mais cuidar delas. No entanto, foi isso o que começou a acontecer. Chamadas em espanhol de tortugas japonesas - embora não tenha nada de japonês nelas - as bichinhas eram largadas aleatoriamente em lugares perto de lagos e rios, de forma que precisavam tentar encontrar uma forma de sobreviver sozinhas em lugares que não eram seu habitat natural.

Fotos: Eduardo Francisco Vazquez Murillo/ Flickr

Isso desequilibrava totalmente os ambientes onde elas eram deixadas, fazendo que as próprias morressem muito rapidamente ou causando a morte de animaizinhos de outras espécies.

Além disso, a tartaruga desta espécie também transmite doenças como a salmonela, gerando pequenos focos da doença em alguns dos lugares onde eram deixadas.

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