Exame de DNA indica que 'Monstro do Lago Ness' seria uma enguia

Exame de DNA indica que 'Monstro do Lago Ness' seria uma enguia

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A primeira “aparição” de monstros no Lago Ness aconteceu ainda no século VI e, desde lá, muitas hipóteses, histórias e tentativas de explicações lógicas foram desenvolvidas. Apesar de todo o esforço de cientistas e entusiastas em identificar os culpados, segundo o Washington Post, um cientista da Nova Zelândia afirma ter, finalmente, descoberto a identidade do monstro e para isso utilizou evidências de DNA ambiental. O resultado? Nessie seria, na verdade, uma enguia gigante.

O projeto analisou o material genético de todos os seres vivos do Lago Ness. Para isso, em 2018, Neil Gemmell, da Universidade de Otago, e sua equipe viajaram até a Escócia com a missão de coletar 250 amostras de água de diversos pontos do lago. A tarefa não foi exatamente simples, afinal, o lago é enorme, com 37 quilômetros de comprimento e 788 metros de profundidade.

Vídeo: Reuters

Apesar da dificuldade, a equipe conseguiu capturar amostras suficientes. Após comparar o DNA sequenciado com os bancos de dados globais de organismos vivos conhecidos, os cientistas não detectaram nada que indicasse que o lago esconde uma espécie desconhecida.

Mas os cientistas encontraram uma quantidade muito alta de DNA de enguia nas amostras. “A teoria restante que não podemos refutar com base nos dados ambientais de DNA obtidos é que o que as pessoas estão vendo é uma enguia muito grande", diz um resumo no site do projeto. As enguias nativas das Ilhas Britânicas podem crescer e muito, podendo ultrapassar os três metros. Em 2001, duas delas medindo pouco mais de dois metros foram encontradas na costa do lago.

Foto: Wikimedia Commons

As evidências do projeto chamado de eDNA talvez não convençam os maiores fãs de Nessie, que insistem que as fotos que circulam são reais e do monstro do Lago Ness, mas a mesma técnica de recolhimento de DNA utilizada para tentar descobrir a real identidade do “monstro” pode auxiliar e permitir que cientistas pesquisem e aprendam sobre habitats sem perturbá-los ou prejudicar os animais que pretendem estudar.

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