Enjoo pode ser uma prova da evolução

Enjoo pode ser uma prova da evolução

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Sabe aquele enjoo que sentimos ao tentar andar no carro ou em qualquer outro veículo lendo ou fazendo outros movimentos? Ou as náuses sentidas quando viajamos em alguma embarcação, devido à movimentação das ondas? Segundo pesquisadores, tudo isso é normal e mais: seria um sinal claro da evolução das espécies. Isso porque, enquanto há 4,1 bilhões de anos atrás os primeiros organismos vivos que surgiram no planeja eram simples, o aumento nos níveis de cálcio e oxigênio na atmosfera (de cerca de 550 milhões de anos) levaram ao desenvolvimento do ouvido interno e dos órgãos do equilíbrio. 

E pode-se dizer aí que o enjoo também começou. A primeira pessoa a falar sobre o enjoo de movimento, termo utilizado para descrever o mal estar causado nas pessoas principalmente durante viagens em barcos, foi o médico grego Hipócrates, que disse que "navergar no mar prova que o movimento perturba o corpo".

Cerca de 65% das pessoas sofre de enjoo de movimento, sendo que a sensibilidade maior ocorre entre as mulheres e crianças até os 11 anos de idade.

Qual é a explicação para o enjoo?

A mais simples é de que o movimento "engana" o seu cérebro, já que a mensagem que seus olhos veem é diferente daquilo que o seu corpo sente. Como você estaria respondendo àquela mensagem no celular se ao seu redor tudo está se mexendo, inclusive você, que está se deslocando para outro lugar? Além dos seres humanos, os pets também sofrem muito com enjoo de movimento. Uma análise dos nossos ancestrais revela que o sistema de equilíbrio do ser humano foi herdado dos peixes com mandíbula óssea, prova da evolução das espécies. 

Acredita-se hoje que até mesmo os caranguejos, lagostas e lagostins sofram de enjoo de movimento por também possuírem um sistema de equilíbrio que assemelha-se ao do ser humano.

A única coisa que não evoluiu nesses milhões de anos foi um tratamento para acabar de vez com o enjoo de movimento. Há alguns remédios que diminuem os sintomas, mas, de acordo com especialistas, o que mais ajuda a acabar com o mal estar é fazer com o que seu corpo se acostume com o movimento. Por isso, algumas pessoas conseguem ler durante seu trajeto de ônibus, carro ou que são pouco impactadas durante uma viagem pelo mar.

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