Cientista mostra em vídeo como a Lua está se afastando da Terra

Cientista mostra em vídeo como a Lua está se afastando da Terra

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A Lua está se afastando da Terra, lentamente, processo que teve início há bilhões de anos, quando o satélite natural foi formado. Para explicar melhor esse fenômeno, o cientista James O’Donoghue, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (AXA), criou um vídeo no qual é possível ver como o afastamento tem acontecido ao longo dos anos.

(Fonte: Pixabay)

Conforme a hipótese do grande impacto, a formação da Lua se deu há 4,5 bilhões de anos, com a colisão entre a Terra e um objeto espacial denominado Theia, cujas dimensões seriam semelhantes às de Marte. A partir daí, pedaços da crosta terrestre cobertos de magma foram lançados à nossa órbita, dando origem à Lua.

Nessa época, o satélite natural estava bem mais próximo do nosso planeta — cerca de 16 vezes mais perto do que a distância atual — mas com o passar do tempo ele se afastou milhares de quilômetros em relação à posição original, devido às interações entre ambos e também a impactos de meteoritos.

Veja o vídeo

Inicialmente, O’Donoghue pretendia apresentar uma imagem precisa da criação da Lua, como ele contou ao Business Insider. No entanto, ele se empolgou e criou uma animação que mostra toda a história, resumida em menos de 30 segundos.

O vídeo começa mostrando a posição atual da Lua e a seguir faz uma viagem no tempo, voltando ao momento da formação do satélite. Também é possível acompanhar a distância dela em relação à Terra, seu tamanho aparente e a velocidade do seu afastamento ao longo de bilhões de anos.

Confira o vídeo abaixo:

Como é medida a distância da Terra à Lua?

A Lua se distancia da Terra cerca de 3,8 centímetros a cada ano, atualmente, mas esse movimento nem sempre é constante. No início do “retiro lunar”, como o fenômeno é chamado pelos cientistas, o afastamento chegou a ser de 20,8 centímetros por ano.

Para medir a distância entre a Lua e a Terra de maneira mais exata são utilizados espelhos refletores deixados no satélite durante as missões da NASA e da extinta União Soviética, realizadas nas décadas de 1960 e 1970. Desde então, astrônomos disparam raio laser em direção a estes equipamentos e recebem de volta fotóns que servem para identificar a distância lunar com precisão.

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