Orangotango sobrevive após ser atacado a balas em Sumatra

Orangotango sobrevive após ser atacado a balas em Sumatra

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Um orangotango foi encontrado na ilha de Sumatra, na Indonésia, com 24 tiros. Hoje, seu estado de saúde é estável, porém, o animal ficou cego em decorrência do ataque. O resgate foi feito por uma equipe da Agência de Conservação de Recursos Naturais (BKSDA).

Ele está sendo tratado no centro de reabilitação de orangotangos, administrado pela Fundação do Ecossistema Lestari e Fundação PanEco — Programa de Conservação de Orangotangos da Sumatra (YEL-SOCP). Segundo informações da veterinária ao portal de notícias local Tempo, o raio-X revelou 24 projéteis no corpo do animal. Sendo que 16 estavam alojados na cabeça, quatro nas mãos e pés, três no quadril e uma na barriga.

O Orangotango recebeu o nome de Paguh, tem 25 anos e pertence à espécie Pongo abelii, criticamente ameaçada de extinção.

A equipe de veterinários do YEL-SOCP tinha a intenção de remover todas as balas, mas não foi possível. "Paguh está atualmente em uma condição estável depois que a equipe veterinária removeu três projéteis da cabeça", disse Castri Delfi Saragih, da comunicação do YEL-SOCP, ao The Jakarta Post.

(Fonte: Sumatran Orangutan Conservation Programme/Castri)

Ataques a orangotangos são frequentes

Esse não é o primeiro ataque a balas a orangotangos na região da Sumatra, mesmo o animal sendo protegido por lei. Segundo o YEL-SOCP, nos últimos 10 anos cerca de 20 orangotangos foram baleados, alguns chegando à óbito.

Um caso recente foi da orangotango Hope encontrada após levar 74 tiros de fuzil. Ela sobreviveu, mas apenas 10 projéteis foram retirados do corpo, hoje ela vive no Parque Nacional na Sumatra. Seu filhote recém-nascido morreu de desnutrição.

Cultivo do óleo de palma ameaça o orangotango da região

A suspeita é que esses ataques são de caçadores e devido a conflitos entre seres humanos e animais. A região nativa onde os orangotangos vivem está se reduzindo cada vez mais com a invasão da plantação de palma para a produção do óleo.

Segundo o Greenpeace, grandes empresas são responsáveis pelas queimadas na região indonésia, que se intensificaram a partir de 2015. Algumas das empresas denunciadas foram a Nestlé, Unilever e Mondelez.

Além disso, a ONG denunciou o certificado de sustentabilidade do óleo de palma utilizado. “A frase é totalmente sem sentido porque o organismo responsável pela certificação do óleo de palma é composto por alguns dos fazendeiros e produtores mais destrutivos da Indonésia", explicou Richard George, chefe do Greenpeace no Reino Unido, em comunicado à imprensa.

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