Cannabis pode ser uma arma contra as superbactérias

Cannabis pode ser uma arma contra as superbactérias

Último Vídeo

Um dos grandes dilemas da Medicina é o que fazer quando os antibióticos não forem mais eficientes contra infecções bacterianas. O primeiro a surgir foi a penicilina, em 1928, que salvou milhões de vidas nesses quase 100 anos. Porém, os micro-organismos se desenvolveram, necessitando a criação de outras classes de antibióticos. Ainda assim, isso levou ao surgimento das superbactérias, capazes de resistir a praticamente todos os medicamentos existentes. Porém, segundo cientistas da Universidade do Sul da Dinamarca, a cannabis pode ser a chave contra essas superarmas.

Há tempos, os pesquisadores buscam soluções que potencializem as substâncias ativas dos antibióticos. Assim, em vez de criar um novo medicamento, bastaria turbinar os que já existem. O canabidiol pode ser justamente esse "gás extra" dos remédios, sendo eficiente no combate das superbactérias.

A pesquisa foi comandada por Janne Kudsk Klitgaard, que junto com seu orientando de doutorado, Claes Søndergaard Wassmann, combinaram o canabidiol a diversos antibióticos para analisar os efeitos. A bactéria a ser combatida era a Staphylococcus aureus, que costuma aparecer em ambientes hospitalares e normalmente é resistente a tratamentos.

Por meio da combinação do canabidiol com o antibiótico, mostrou-se que a bactéria fica com a membrana mais instável e não pode se dividir normalmente. Além desses efeitos, a dupla conseguiu mostrar a redução na expressão de alguns genes importantes para o contágio bacteriano, justamente os que controlam a divisão celular e a autólise.

Ainda assim, ambos são contundentes ao afirmar que as superbactérias só surgiram pelo uso desenfreado dos antibióticos. A automedicação é o principal problema nesse sentido, pois o medicamento pode se tornar ineficaz se tomado sem orientação médica.

Cannabis pode ser uma arma contra as superbactérias via TecMundo

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.