Descubra como guerras civis podem afetar a vida selvagem

Descubra como guerras civis podem afetar a vida selvagem

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Um novo estudo realizado por pesquisadores da University of East Anglia (UEA), no Reino Unido, em conjunto com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), aqui no Brasil, e a Universidade Agostinho Neto (UAN), em Angola, analisou os possíveis impactos que as guerras civis podem ter sobre a vida selvagem em lugares afetados por esses conflitos. 

O artigo final da pesquisa foi publicado no periódico científico Nature Scientific Reports. E por meio das análises, os cientistas descobriram que mamíferos nativos dessas regiões sofrem indiretamente com os atritos populacionais. Isso ocorreria por conta das mudanças institucionais e socioeconômicas, em vez de táticas militares diretas.

Eles também apontaram que o aumento do acesso a armas automáticas e a suspensão das patrulhas anti-caça furtiva foram as principais causas do colapso da vida selvagem.

(Fonte: Unsplash/Reprodução)(Fonte: Unsplash/Reprodução)

Entre os outros fatores que também afetaram fortemente as espécies estão a caça excessiva de mamíferos de grande porte, a instalação de bases militares dentro das principais áreas de conservação e os novos assentamentos de refugiados. 

A ameaça humana sobre a vida selvagem

O estudo ainda sugere que as guerras civis em países de baixa governança podem ter impactos positivos e negativos sobre as populações de animais. Mas tudo isso dependeria de escalas de espaço e tempo. Nesse sentido, a tendência geral é quase sempre negativa, já que essas criaturas são as mais afetadas comumente pela interferência humana.

Os pesquisadores também alertam que ainda que existam tempos de paz durante o pós-guerra, alguns mamíferos selvagens não conseguem se recuperar totalmente. Muitos países que vivem em estado quase permanente de guerra necessitam de políticas internacionais robustas que possam prevenir as consequências da guerra de uma forma mais intensa e efetiva. 

(Fonte: Unsplash/Reprodução)(Fonte: Unsplash/Reprodução)

Um dos autores do estudo, Carlos Peres, que é professor da Escola de Ciências Ambientais da UEA, afirmou por meio de um comunicado, que embora pareça difícil, os países lutam da forma que estão para proteger seus recursos de vida selvagem. 

 “Não existem mecanismos internacionais adequados para implantar forças de paz para manter o status quo das populações de vida selvagem vulneráveis em partes problemáticas do mundo”, disse ele.

De acordo com a condutora da pesquisa Franciany Braga-Pereira, doutoranda em Zoologia pela UFPB, atualmente, 36 países em todo o mundo estão passando por guerras civis. “A maioria desses conflitos são alimentados ou financiados por interesses internacionais, ou começaram após uma intervenção externa”, explicou.

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