Minilua se despede da Terra e parte para novas aventuras

Minilua se despede da Terra e parte para novas aventuras

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Se não estamos exatamente sozinhos no Universo, ficaremos, certamente, um pouco mais solitários. A minilua que acompanha nosso planeta há pelo menos três anos, o asteroide 2020 CD3, do tamanho de um carro, se desprendeu definitivamente da gravidade do nosso planeta e, aos poucos, avança rumo ao desconhecido.

Descoberto em 15 de fevereiro de 2020 pelos astrônomos Theodore Pruyne e Kacper Wierzchos, inicialmente, estudiosos consideravam que poderia ser, na verdade, algum objeto artificial – um foguete utilizado em missões anteriores. Para desvendarem o mistério do visitante detectado, meses de análise foram necessários; os dados coletados, então, revelaram a dimensão, a velocidade e outras características do exemplar.

Com base na sua cor e em seu brilho, supõe-se que a, de fato, minilua é feita de rochas de silicato – composição de muitos dos corpos presentes no cinturão de asteroides, entre Marte e Júpiter. Tem cerca de 1,2 metro de diâmetro, e simulações de órbita revelaram que voou muito perto de nosso satélite natural, o que o colocou em uma posição mais estável e, ainda, permitiu que permanecesse a nossos arredores por um tempo bem maior que os nove meses usuais.

Estadia foi breve, mas impressionante.

Encontros e despedidas

Enquanto nas primeiras observações o Observatório de Mount Lemmon, o programa de monitoramento gerenciado pela NASA Catalina Sky Survey e uma série de telescópios ao redor do mundo é que forneceram os detalhes do 2020 CD3 – levantados por Grigori Fedorets, da Queen’s University of Belfast, no Reino Unido, e seus colegas –, em breve cientistas terão à sua disposição o Observatório Vera C. Rubin, em construção no Chile. O equipamento será capaz de revelar muito mais do que se espera.

Isso porque muitas miniluas semelhantes devem estar a nosso redor, mas ainda se encontram escondidas do público terrestre. “No melhor dos cenários, poderíamos detectar uma minilua a cada dois ou três meses. E, na pior das hipóteses, talvez uma vez por ano. De qualquer modo, estes são muitos mais ‘companheiros’ para a Terra do que qualquer um poderia imaginar”, conclui Fedorets.

Minilua se despede da Terra e parte para novas aventuras via TecMundo

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