'Mona Lisa do Egito' pode representar espécie de ganso extinto

Anthony Romílio, da Universidade de Queensland, na Austrália, liderou uma equipe de pesquisadores que pode ter descoberto uma espécie extinta de ganso. As conclusões vieram após o estudo da obra Gansos de Meidum, feita há mais de 4.500 anos no Egito. Segundo o portal Science Alert, a espécie retratada é muito parecida com a Anser albifrons, mas não existe mais.

O conjunto ficou conhecido como “Mona Lisa do Egito” devido à relevância, qualidade e aos detalhes retratados nas obras. Ainda segundo o estudo, foi difícil identificar qual era a espécie presente na pintura, pois não existem registros nos livros de ornitologia.

(Fonte: CK Wilkinson/Reprodução)(Fonte: CK Wilkinson/Reprodução)

Animais extintos podem ser descobertos em pinturas antigas

Romílio afirma que essa não é a primeira vez que uma espécie é descoberta por meio da análise de obras antigas. Afinal, a arte era uma forma de representar a realidade na qual os povos antigos viviam e, com isso, estudiosos conseguem reconstruir a história para entender melhor a fauna e flora de um determinado local.

Além de descobrir a nova espécie, o estudo da Universidade de Queensland também conseguiu fazer uma reprodução hiper-realista dos gansos extintos. Com isso, a espécie foi comparada a outros gansos de peito vermelho. Em seguida, o objetivo do grupo de estudos será descobrir como e por que essa espécie específica foi extinta.

(Fonte: CK Wilkinson/Reprodução)(Fonte: CK Wilkinson/Reprodução)

A pintura Gansos de Meidum foi descoberta na tumba de Nefermaat, um vizir egípcio. Encontrada no século XVIII, a obra de arte fazia parte de um conjunto de ilustrações que também mostravam homens capturando pássaros em uma rede como uma oferenda aos donos da tumba.

Atualmente, a obra se encontra no Museu de Antiguidades Egípcias, no Cairo.

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