Islândia é ilha ou continente? Veja o que dizem os pesquisadores

Uma nova teoria criada por pesquisadores da Universidade de Durham, na Inglaterra, sugere que a Islândia seja a última parte remanescente de um continente que afundou no Oceano Atlântico há 10 milhões de anos. Segundo Gillian Foulger, que liderou a pesquisa, é possível que exista "um continente oculto debaixo do mar". 

Na visão dos cientistas, isso removeria a classificação da Islândia como ilha, visto que não poderia mais ser considerada um pedaço de terra isolado no mar. O estudo contraria tudo que sabe até hoje sobre a formação do país e da região do Atlântico Norte, o que acabou pegando muitos outros estudiosos de surpresa.

Ponta de continente submerso

(Fonte: Gillian Foulger)(Fonte: Gillian Foulger)

Para os pesquisadores envolvidos no estudo, a Islândia poderia muito bem ser apenas a ponta de um continente completo escondido debaixo d'água. Caso comprovada, a teoria que vem sendo bastante difundida pela imprensa nas últimas semanas poderia trazer uma nova visão sobre o que sabemos sobre a história da formação dos continentes.

Nesse caso, a existência de um continente submerso significaria que a Pangeia, o supercontinente que deu origem a todos os demais, não teria sido completamente dividida. Os especialistas da Universidade de Durham afirmam que o território oculto poderia cobrir cerca de 371 mil km² de um espaço entre a Groenlândia e a Europa.

Se incluído outras áreas adjacentes a oeste do Reino Unido, que foram batizadas de "Grande Islândia", esse território poderia alcançar a marca de 621 mil km². Se comprovada a teoria, todas as informações sobre a composição da crosta subjacente ao Atlântico Norte e de outras ilhas vulcânicas poderiam estar erradas.

Pangeia para a ciência

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Um dos conceitos mais tradicionais da geologia é de que toda a bacia do Oceano Atlântico Norte passou a se formar quando a Pangeia começou a se fragmentar há mais de 200 milhões de anos. Nesse meio tempo, há cerca de 60 milhões de anos, a Islândia surgiu como resultado de uma pluma vulcânica próxima ao centro do oceano.

Entretanto, Foulger e seus colegas sugerem algo diferente: os mares só teriam começado a se formar nas regiões norte e sul da Islândia, mas não a oeste e leste. Para os geólogos, essas outras áreas permaneceram conectadas ao que hoje são Groenlândia e Escandinávia.

A nova teoria indica que a Pangeia não se dividiu de forma limpa como era acreditado, deixando uma vasta faixa territorial em forma de continente na Islândia. Eventualmente, as extremidades leste e oeste também afundaram e apenas o local visto no mapa atualmente foi quem permaneceu. 

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