A “marvada” de primeira
Seja o primeiro a compartilhar

A “marvada” de primeira

Equipe MegaCurioso

Fonte: Divulgação

Até algum tempo atrás, quem tivesse alguma afeição por um copinho de cachaça podia ser visto com maus olhos. Por ser bastante popular, a apreciação da “caninha” acabou por denegrir toda a imagem da bebida e de quem a bebe. Mudar esse conceito é algo muito complicado já que a construção da cultura brasileira tem a cachaça como a bebida “barata” e para paladares menos apurados.

Este cenário vem mudando bastante nos últimos anos. Cada vez mais, as cachaças artesanais produzidas no interior dos estados brasileiros têm conquistado mais do que um espaço nas estantes das casas. Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo conhecidos por terem alguns dos alambiques mais disputados pelos entendedores do assunto. Muitas vezes, a produção da bebida acontece como forma de manter o orçamento das famílias de agricultores.

Quando o negócio começa a tomar ares mais prósperos a “branquinha” começa a voar longe. A qualidade do que é feito nessas regiões tem sido valorizado e reconhecido em outros países. O movimento dos “cachaciers” (a bebida até ganhou termo afrancesado para denominar seus experts) surgiu quando os produtos brasileiros ficaram em maior evidência.

O mundo inteiro quer provar a caipirinha, a rapadura, goiabada e outras especiarias brasileiras. Para atender essa demanda, considera-se diferentes classificações de cachaça: a premium, extra premium e as orgânicas.

Qualidade indiscutível

Uma cachaça só recebe o título “premium” quando possui 100% de aguardente de cana envelhecida em barris de madeira apropriada que comportem 700 litros, no máximo. O período desse envelhecimento deve ser de um ano, no mínimo. Quanto maior for o tempo passado nesse barril, melhor é a qualidade da cachaça. Depois de três anos de envelhecimento, a cachaça passa ser considerada como “extra premium”.

A embalagem das cachaças também são importantes. Apesar de muitas delas não serem planejadas por designers, a essência da bebida “artesanal” quase caseira se mantém em rótulos que passam muito da bagagem cultural daquela região em que foi produzida.

E o novo preço?

Lembre-se, você não está em qualquer botequim e a cachaça no seu copo tem boa procedência. Por isso, as garrafas especiais costumam custar de 22 a 500 reais. A variação do preço acontece pelo processo de produção, envelhecimento, engarrafamento e tantas outras variáveis. A madeira com que as dornas foram feitas também terá reflexo no preço final da caninha.

Envelhecida em barris de bálsamo, a mineira Lua Cheia é a mais acessível das cachaças premium. Cada garrafa custa, aproximadamente 22 reais. A Indaiazinha, que passa 10 anos em dornas de carvalho tem preços próximos de 90 reais. Marcas como Sagatiba Preciosa, Leblon, Sapucaia Real e Armazém Vieira Ônix costumam variar de 200 a 500 reais.

Drinks especialíssimos

Há quem prefira ficar do lado dos “puristas” que abominam qualquer mistura da cachacinha com outras coisas. Porém, a bebida pode ser usada como base para criar bons drinks. Algumas receitas conseguem harmonizar muito bem o sabor da cachaça com as frutas e outros ingredientes.

A tradicional caipirinha leva cachaça na sua receita e basta adicionar açúcar, limão, água gelada e alguns cubinhos de gelo para começar a festa. Para transformar a caipirinha em mojito você precisa de poucos ingredientes adicionais. Basta acrescentar 100 ml de suco de limão, em vez da fruta, água tônica e hortelã picada.

Não é só bebida que pode ser feita com cachaça. Se você quiser dar um toque especial ao prato principal, pode aproveitar a receita de lombo com cachaça e impressionar no almoço de domingo!

Você sabia que o Mega Curioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.