Você sabia que já existiu o projeto de um outdoor espacial?
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Você sabia que já existiu o projeto de um outdoor espacial?

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Você já deve ter ouvido o ditado que diz: "não existe almoço grátis". Ele se aplica a diversas situações de nossa vida, e as redes sociais não são uma exceção. Parece algo mágico, quando você preenche um pequeno cadastro e pode se comunicar 24 horas por dia com todos os seus amigos, isso sem falar em um buscador supereficiente disponibilizado sem cadastro algum!

Na verdade, essas empresas vendem a sua atenção para anunciantes. Hoje, esse mercado é o que mantém grande parte das redes sociais ativas, mas antigamente o marketing não era tão simples assim. Os meios de comunicação não conseguiam uma segmentação tão grande, então até mesmo táticas que podem ser consideradas duvidosas eram utilizadas para chamar a atenção do consumidor.

Dentre elas, existiu um projeto de posicionar um outdoor gigante no espaço. Isso mesmo, antes de Elon Musk ou qualquer tipo de vislumbre da colonização de Marte, a propaganda quase fez o desenvolvimento espacial tomar outro rumo.

Letreiro espacial

Com um custo estimado, na época, de 25 milhões de dólares, a empresa Space Marketing Inc. propôs o posicionamento em órbita de um painel, feito com uma película de poliéster de alta resistência. Ele teria área de 1 quilômetro quadrado, e sua iluminação seria garantida por painéis solares, tornando a visualização possível a olho nu.

Se ainda hoje nos impressionamos com os novos lançamentos tecnológicos, imagine avistar um outdoor no espaço em 1993, quando os computadores domésticos ainda eram raridade. Do ponto de vista técnico, o desafio podia ser vencido, mas ele foi inviabilizado por questões financeiras, pois a empresa não conseguiu manter o interesse dos anunciantes pelo tempo necessário para o desenvolvimento do produto.

Regulamentação espacial

Os planos da Space Marketing Inc. não deram certo, mas serviram para colocar o assunto em pauta no Congresso Americano. Já no mesmo ano, foi aprovada uma lei que proibia anúncios no espaço, acabando com qualquer possibilidade de algo semelhante.

O assunto foi votado nos EUA e tratava somente de objetos que possuíam exclusivamente esse fim. Muitos anos depois, mais precisamente em 2010, uma startup japonesa foi criada com o intuito de movimentar esse mercado, mas vendendo espaço em objetos que já seriam colocados em órbita de qualquer forma. A ispace Inc. vende publicidade em foguetes e naves espaciais, colocando a marca do anunciante em evidência, com um objetivo futuro de projetar anúncios na Lua.

Eles já possuem um investimento inicial de 90 milhões de dólares, com o qual planejam lançar, até 2020, duas missões sem tripulação até o satélite. A diferença entre eles e a empresa americana é que as projeções não seriam vistas a olho nu, logo seriam invisíveis para a maioria das pessoas na Terra.

Apesar da legislação americana, o único tratado internacional sobre o uso do espaço foi assinado pelos países que possuíam capacidade para viagens do tipo, em 1967, com exceção da Rússia. Conhecido como Tratado do Espaço Exterior, ele declara que o espaço é um ambiente livre para exploração, desde que não seja utilizado para o posicionamento de armas de destruição em massa ou objetos que prejudiquem o meio ambiente.

Embora o outdoor espacial nunca tenha saído do papel, anúncios envolvendo viagens espaciais não são uma novidade. Nos anos 1990, um repórter japonês foi colocado em uma espaçonave russa e, em 2001, a Pizza Hut estampou seu logotipo no exterior de um foguete russo. Isso sem falar no recente lançamento da SpaceX, que colocou um carro da Tesla em órbita, desencadeando repercussão pelo mundo todo.

Por se tratar de uma tecnologia recente e com lançamentos esporádicos, associar uma empresa a esse tipo de evento gera uma grande exposição. Se tudo correr como planejado, o custo de lançamento será cada vez menor e, nesse momento, talvez seja necessário elaborar um tratado para que o espaço não se torne um grande outdoor.

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