McDonald’s Soviético: a abertura da primeira loja da rede em Moscou, 1990
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McDonald’s Soviético: a abertura da primeira loja da rede em Moscou, 1990

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Falar sobre a abertura de uma nova loja do McDonald’s hoje em dia é chover no molhado. A rede se tornou tão popular que é mais fácil a ausência de um restaurante do Mc se tornar notícia do que a abertura de um, mas o diferencial da inauguração que você vai conhecer agora está no fator histórico da coisa: vamos contar para você como foi a inauguração da primeira loja da rede em Moscou em pleno ano de 1990.

A ideia de inaugurar um restaurante do palhaço vermelho e amarelo em Moscou surgiu bem antes disso, durante as Olimpíadas de Verão de Montreal, em 1976. Na ocasião, o fundador do McDonald’s no Canadá acabou conhecendo oficiais soviéticos e lançou a ideia de inaugurar um restaurante em Moscou, assim, como quem não queria nada. Papo vai, papo vem e quase 25 anos depois a ideia saiu do papel.

Quando o restaurante começou a ser construído, era o maior do mundo na época. Tinha a capacidade para abrigar 900 clientes e seus 600 funcionários. A expectativa era a de que mil pessoas comparecessem à inauguração do restaurante.

Grande e cheio de gente

O preço também não era exatamente um atrativo. Imagina só: o salário médio dos russos na época era de 150 rublos, certo? O Big Mac custava absurdos 3,75 rublos,o que poderia ter sido uma forma de boicotar o funcionamento da rede logo de cara - só que isso não deu certo.

As pessoas ficaram tão alvoroçadas com a novidade que quebraram os porquinhos e foram para a fila do McDonalds. Aliás, que fila, que fila! No tão esperado dia da inauguração, formou-se uma fila com mais de 5 mil pessoas e, durante todo o dia, mais de 30 mil clientes passaram para conferir a novidade.

O atendimento, é claro, foi bem demorado e as pessoas chegaram a ficar horas e mais horas esperando, em pé, pelo Big Mac no fim do túnel. “Nós ficamos embaixo de um Sol de derreter por cerca de oito horas. Isso não era muito um problema já que estávamos acostumados a ficar em filas durante dias apenas para conseguir nossa quantia mensal de açúcar e chá”, disse Mitya Kushelevich, em declaração publicada no Bored Panda.

Experiência gastronômica e dor de barriga

Kushelevich conta que, assim que conseguiam entrar, as pessoas eram encaminhadas para os balcões, onde funcionários bem treinados, sorridentes e que se movimentavam como abelhas falavam quais eram os sanduíches: “Eu ainda me lembro do quão insanamente enorme o milkshake parecia ser e que eu não sabia como segurar o Big Mac com minhas mãos pequenas”, contou.

“Tudo tinha um sabor mais intenso do que qualquer coisa que eu tenha experimentado antes. Eu comi e bebi e mastiguei como se fosse a minha última refeição na Terra. Depois de 10 minutos e 5 mil calorias, meu corpo me alertou para o fato de que eu não era muito capaz de digerir toda aquela delícia gordurosa e que era provavelmente uma boa hora para checar como um banheiro americano era do lado de dentro. Eu não era a única: as filas para o banheiro, especialmente o das mulheres, eram maiores do que as filas do lado de fora”. E o resto é história.

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