A história por trás do desastre do submarino russo Kursk

A história por trás do desastre do submarino russo Kursk

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Em 15 de agosto de 2000, um submarino russo protagonizou um episódio em que duas explosões causaram um tremor tão intenso que foi sentido na estação de monitoramento sísmico da Noruega. Depois de passar pela explosão, o Kursk afundou em um ângulo de 20 graus verticais e mais de 100 metros, levando consigo toda a sua tripulação.

Das 118 pessoas a bordo, 95 morreram imediatamente, mas 23 conseguiram selar uma das áreas do submarino e se manterem vivas por cerca de 2 dias. Infelizmente, os resgates só chegaram ao local quatro dias depois, quando os marinheiros e tripulantes já haviam perdido a vida.

O que aconteceu com o submarino e levou às explosões?

Depois da Segunda Guerra Mundial, no período que ficou conhecido como Guerra Fria, boa parte das disputas entre Estados Unidos e União Soviética ocorriam via mar. Foi nessa época que se deram importantes avanços no universo da tecnologia naval; era comum que os países utilizassem, por exemplo, submarinos para transportar mísseis.

Com 155 metros de comprimento e 18 de largura, os submarinos do tipo Oscar II tinham a capacidade de carregar 19,4 mil toneladas, o dobro de um destroyer.

Dois reatores nucleares OK-650 eram os responsáveis por dar força ao submarino, gerando uma impressionante velocidade de 33 nós com 97.990 cavalos de potência mesmo debaixo d'água.

Um Oscar II era capaz de carregar 24 mísseis do tipo P-700  que, por si só tinha 10 metros de comprimento , e 30 unidades foram produzidas. O Oscar II que vivenciou a tragédia foi construído em 1994 e já estava em operação havia 6 anos quando a tragédia aconteceu.

A explosão provavelmente foi causada por uma solda defeituosa que não conseguiu segurar firme a câmara de combustível de peróxido de hidrogênio de um dos supertorpedos 65-76A que estavam a bordo do submarino.

A teoria de especialistas que avaliaram o caso na época sugere que o que motivou todo o processo foi um vazamento de peróxido de hidrogênio, que entrou em combustão provavelmente de maneira espontânea, atingindo também um segundo torpedo  daí as duas explosões.

Foi a primeira delas que causou um rasgo grande na proa frontal da embarcação, onde estava o torpedo, e levou o submarino a afundar. Sua carcaça só foi recuperada no ano seguinte, quando foi levada de volta para a Rússia.

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