Você tem ideia de quem foi Rosie the Riveter?
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Você tem ideia de quem foi Rosie the Riveter?

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O título desta matéria pergunta se você, caro leitor, sabe quem foi Rosie the Riveter (“Rosie, a Rebitadeira”, em tradução livre). Agora, já emendamos logo outra questão: qual será a relação entre ela e a moça da foto acima? Calma, que a história é antiga, mas a gente explica.

Para começar, visualize a época da Segunda Guerra Mundial. Basicamente, a maioria das mulheres permaneciam em casa criando os filhos e dando conta dos serviços domésticos, enquanto os homens trabalhavam fora, frequentemente em fábricas variadas. Acontece que, quando os Estados Unidos entraram no conflito, a vida cotidiana de muita gente acabou mudando. E não tinha como ser diferente, mesmo.

Afinal, milhões de rapazes se alistaram nas forças militares e foram enviados para lutar em outros países. Com isso, além de sentirem saudades, os familiares precisavam preencher os espaços deixados pelos combatentes — inclusive nas fábricas, que, por sua vez, não podiam parar. Era preciso seguir produzindo itens como armas, munições, aviões, tanques de guerra, entre vários outros.

A solução? Empregar mulheres. Para muitas delas, esse foi um passo e tanto, visto que não se tratava de algo comum naquela época. A partir disso, não demorou muito até que elas começassem a ser chamadas de “Rosie the Riveter”, em referência a uma canção de 1942, de autoria de Redd Evans e John Jacob Loeb. Inspirada em uma moça chamada Rosalind P. Walter, que trabalhava em uma fábrica que produzia o caça F4U Corsair, a música enaltece o trabalho incansável delas. Se você não a conhece, ouça aqui embaixo:

Pois então. Com o tempo, “Rosie the Riveter” acabou se tornando um símbolo do feminismo e do poder das mulheres em uma sociedade. A canção ainda foi incluída em um comercial a respeito do esforço de guerra, o qual contou com a participação de Rose Will Monroe, que também acabou sendo bastante associada à imagem apresentada na letra.

We can do it!

Dentro desse contexto, em 1942 um artista chamado J. Howard Miller foi contratado pela Coordenação de Produção de Guerra da Westinghouse para elaborar uma série de cartazes  ilustrando e reforçando esse esforço, a fim de motivar seus funcionários. O mais famoso se chama “We Can Do It!” e exibe uma moça com lenço na cabeça, roupa masculina e fazendo gesto de força ao flexionar o bíceps direito. Familiar?

O curioso é que, embora hoje a principal imagem associada a “Rosie the Riveter” seja justamente a do icônico cartaz de Miller, carregando uma forte ideia de empoderamento feminino, isso só foi ocorrer a partir da década de 80.

Ainda quanto a isso, outra questão que deu o que falar foi a identidade da moça retratada pelo artista. A princípio, acreditava-se que fosse Geraldine Hoff Doyle. No entanto, depois de um bocado de confusões ao longo das décadas, em 2015 ficou provado que se trata de Naomi Parker-Fraley. A conclusão é de James J. Kimble, professor de Comunicação da Universidade de Seton Hall, de Nova Jersey, após uma pesquisa que levou 6 anos.

A ex-trabalhadora faleceu no início de 2018, aos 98 anos, orgulhosa. “As mulheres deste país precisam de ícones; se elas acreditam que eu sou um, fico feliz com isso.”

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