3 fatos históricos que comprovam os problemas da Idade das Trevas

3 fatos históricos que comprovam os problemas da Idade das Trevas

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A Idade das Trevas é um período histórico europeu que ocorreu logo após a queda de Roma, sendo considerada inicialmente uma época de grande declínio cultural e econômico. Contudo, esta visão tradicional não é aceita entre alguns estudiosos, que explicam que houve muita inovação em várias áreas entre os anos que sucederam o colapso do império romano até a coração de Carlos Magno em 800 d.C.

Mas alguns evidências históricas podem contrariar esta visão mais positiva da situação, e separamos três que você pode conferir abaixo:

1. Diminuição populacional

(Fonte: Flickr/Reprodução)
(Fonte: Flickr/Reprodução)

Durante a Idade das Trevas, pesquisas realizadas em áreas ao norte de Roma apresentaram uma redução no número de assentamentos rurais. Além disso, o gado, que havia aumentado de tamanho da Idade do Ferro até os anos nos quais os romanos estavam no auge, passou a diminuir novamente na Idade Média, voltando ao porte que tinha em tempos pré-históricos.

Isso sugere não só uma grave contração no suprimento de alimentos, como também um empobrecimento de produtividade agrícola, o que consequentemente causou um declínio no tamanho populacional da Europa.

2. Perda literária catastrófica

(Fonte: Pixabay/Reprodução)
(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Mesmo com a devastação causada pela guerra e a negligência e hostilidade contra intelectuais cristãos, era muito fácil obter cópias de obras de autores latinos e outras localidade ocidentais em Roma.

Porém, após a queda do império, a propagação de manuscritos pagãos cessou quase que por completo devido a fatores econômicos e o crescimento do Cristianismo, impedindo que muitos de seus elementos culturais chegassem ao nosso conhecimento na atualidade.

Esta perda é tão substancial e sem precedentes, que os estudiosos estimam que apenas de 1 a 10% de toda a literatura produzida antes da Idade das Trevas realmente conseguiu sobreviver.

3. Aumento do analfabetismo

(Fonte: Flickr/Reprodução)
(Fonte: Flickr/Reprodução)

Não é possível avaliar com precisão a predominância da alfabetização entre os antigos romanos, porém, a leitura e escrita eram uma parte essencial de seu cotidiano, com dedicatórias, epitáfios funerários e até mesmo graffitis obscenos sendo comuns em áreas urbanas e aparecendo em algumas partes rurais.

Inclusive, o comércio da antiga sociedade de Roma contava muito com a palavra escrita, para contabilizar e catalogar seus itens. 

Membros da burocracia imperial e do exército eram comumente alfabetizados de forma simples, mas os aristocratas dedicavam uma atenção especial ao seu letramento, pois não podiam saber apenas ler e escrever, como também deveriam ser grandes conhecedores do idioma e serem versados tanto na literatura grega quanto latina.

(Fonte: Flickr/Reprodução)
(Fonte: Flickr/Reprodução)

Porém, esta foi outra situação que mudou na Idade das Trevas, com a Grã-Bretanha anglo-saxã cessando a alfabetização quase completamente. Não era incomum que os governantes bárbaros fossem iletrados, e até mesmo o incrível Carlos Magno sofreu para dominar o alfabeto latino.

Os selos, sinetes e inscrições que faziam parte do cotidiano comercial de militar de Roma desapareceram, e até mesmo as escritas casuais e pervertidas viraram algo raro de se encontrar. Afinal, o mundo havia se tornado mais simples, e saber ler e escrever passou a não ser necessário para o dia a dia da população.

Somente o clero era a única parte da sociedade medieval inicial com um grau de alfabetização, mas até neste caso era algo muito mais básico do que o dominado pelos nobres romanos. 

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