Ex-presidente do Inpe é homenageado em bloco de Carnaval

Ex-presidente do Inpe é homenageado em bloco de Carnaval

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Na noite de ontem (19), o bloco de Carnaval Lá em Cuba, em Cuba Lá, formado em 2009 por alunos e cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),  desfilou em São José dos Campos com um bonecão em homenagem ao ex-presidente da organização, Ricardo Galvão, que foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro em meados de 2019 após polêmica na divulgação de dados sobre o desmatamento na Amazônia.

O Institutuo, a ciência e a Amazônia foram lebrados pelos foliões — a letra da marchinha fez referência ao episódio afirmando que "se o Inpe fala, pode acreditar" e também que "a alegria acorda cedo... cuidado seu Jair... quem tem nariz tem medo", em clara crítica ao presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Divulgação/ Vicentina Aranha

Os foliões se concentraram em frente ao parque Vicentina Aranha, na região central da cidade, e percorreu da Avenida Nove de Julho até a Sociedade dos Amigos da Vila Ema, na Av. Heitor Villa Lobos, terminando na quadra Savema, e contou com a presença do homenageado Ricardo Galvão, além de também fazer referência aos cientistas Giordano Bruno e Galileu Galilei, que são considerados os pais da ciência moderna e também sofreram perseguições em seus tempos por defenderem a importância da pesquisa científica.

Polêmica entre o ex-presidente do Inpe e Bolsonaro

No ano passado (2019), foram divulgados dados que indicavam alta na devestação da Amazônia e Bolsonaro disse que os números que registravam um aumento de 88% nos alertas de desmatamento não coincidiam com a verdade, e que "parece até que [Ricardo Galvão] está a serviço de alguma ONG". Após a crítica do Presidente da República, Galvão saiu publicamente em defesa da pesquisa e afirmou que as acusações de Bolsonaro pareciam uma “piada de um garoto de 14 anos”.

Fonte: Reprodução/TV Globo

Depois de rebater as críticas e acusações de Bolsonaro, em julho de 2019, Galvão, que foi eleito pela revista britânica Nature como um dos dez cientistas de destaque do ano de 2019, e que esteve à frente da presidência do Instituto desde o ano de 2016, foi exonerado.

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