O que fazer caso você se encontre com um alienígena?

O que fazer caso você se encontre com um alienígena?

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O que você faria se desse de cara com um alienígena? E, antes que digam que é um assunto inútil, imaginem se, no último Carnaval, fizéssemos uma pesquisa sobre os melhores tipos de máscara para se usar numa pandemia mundial. Muita gente daria gargalhadas.

Encontrar uma criatura extraterrestre pode até ser improvável, mas não é impossível. Pensem no seguinte: se chega um cachorro no seu quintal, há um protocolo a ser seguido. Se for um leão, você também sabe o que fazer. Mas, e se for um ser de um planeta distante?

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Considerações sobre aliens do Instituto SETI

Sobre esse assunto, o site Mental Floss entrevistou o dr. Seth Shostak, astrônomo-sênior do Instituto SETI, um projeto internacional que tem por objetivo a constante busca por vida inteligente no espaço. Ao ser perguntado sobre qual seria a sua recomendação sobre uma pessoa que encontrasse um E.T. no quintal. A resposta foi, em termos brasileiros, "vaza!".

E explicou: "Se eles possuem uma tecnologia para vir aqui, estão além de nós de tal forma que seja o que for que eles queiram fazer, eles farão. Se eles vierem para dominar o planeta, será muito difícil detê-los."

Encontrar um ser interplanetário debaixo de uma mangueira no seu quintal tem, necessariamente, dois significados lógicos. O primeiro é que existe vida inteligente em outros mundos, e o segundo é que a criatura se encontra num estágio tecnológico mais avançado do que o nosso. 

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Princípios de hospitalidade com aliens

Partindo do princípio que a estrela mais próxima do nosso Sol, com alguns planetinhas com potencial para abrigar isso que chamamos de "vida", fica a 4,2 anos-luz de distância, podemos ficar preocupados. 

Uma espécie capaz de percorrer essa fantástica distância e aterrissar no seu quintal sem ser notado por ninguém, nem pela vizinha, pode ser considerado totalmente imbatível. Então fugir pode ser mesmo a opção mais ponderada. 

Porém, durante o próprio ato da fuga, alguns procedimentos de cidadania seriam recomendáveis: entrar em contato com os serviços de emergência, por exemplo. No caso hipotético de o alienígena estar em chamas, é de bom tom chamar o corpo de bombeiros. Se tiver a forma de um réptil, pode ser acionado o controle de pragas municipal. 

Como não há um protocolo estabelecido para esse tipo de eventualidade, muita gente vai querer até ligar para o STF ou para o Ministério do Exército. Ou talvez para a CIA e o FBI nos Estados Unidos. Mas como saber o telefone, ou pelo menos o whatsapp, dessa gente toda?

É por isso que essa questão de não saber como tratar uma visita, ainda que interplanetária, é um assunto tão importante. Porque tratar mal uma pessoa que chega à nossa casa nos faz malvistos na vizinhança, mas tratar um alienígena de forma descortês vai queimar o nosso filme na galáxia inteira.

Fonte: SETI Institute/ReproduçãoFonte: SETI Institute/Reprodução

Um protocolo pra chamar de seu

O pesquisador do SETI é enfático: "Até onde eu sei, não existe uma política para isso, porque seria como se os neandertais tivessem uma política sobre o que fazer se o exército dos Estados Unidos os atacassem. Se os aliens realmente pousassem aqui, poderíamos ter qualquer política que quiséssemos e provavelmente não ajudaria muito."

No entanto, apesar do tom bem-humorado de Seth Shostak, existe um protocolo real sobre a eventualidade de uma visita alienígena. O documento se chama Declaração de Princípios sobre Atividades Após a Detecção de Inteligência Extraterrestre e foi elaborado pela Academia Internacional de Astronáutica. A versão em PDF pode ser baixada neste link da IAA.

A verdade é que, depois da descoberta relativamente recente da existência de pelo menos 4 mil planetas orbitando estrelas distantes, um número cada vez maior de cientistas de renome tem defendido a busca por vida extraterrestre.  

Financiado pelo bilionário russo Yuri Borisovich Milner, teve início em 2016 um projeto chamado Breakthrough Listen, cujo objetivo é buscar comunicações extraterrestres inteligentes em todo o universo. O investimento inicial foi de US$ 100 milhões, aqui conhecidos como meio bilhão de reais.

Diretor desse projeto, o astrofísico Andrew Siemion, formado pela Universidade da Califórnia, tem uma visão altruísta sobre nossos amigos alienígenas: "Quando os seres humanos olham para o céu noturno, eles se perguntam 'há alguém lá fora?' Agora temos a capacidade de responder a essa pergunta e talvez fazer uma descoberta que seria considerada a mais profunda descoberta científica na história da humanidade". 

Vida longa e próspera a todos!

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