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6 formas que eram usadas para identificar uma bruxa

Por muito tempo, durante a Idade Média, algumas mulheres — especialmente as que eram vistas, por alguma razão, como perigosas — foram reconhecidas como bruxas, principalmente nos conhecidos Julgamentos das Bruxas de Salém. E pasme: haviam métodos bem criativos para identificar se alguém era realmente uma bruxa ou não.

Neste texto, contamos a você seis testes bem estranhos que eram usados com este objetivo.

1. Pesar uma pilha de Bíblias

(Fonte: Memory of the Netherlands)(Fonte: Memory of the Netherlands)

Um método usado na Idade Média para reconhecer uma bruxa era pesá-la ao lado de uma pilha de Bíblias. Se ela fosse mais pesada ou mais leve que a pilha de livros, então certamente era um ser maligno. E só estava livre da suspeita se tivesse exatamente o mesmo peso do monte, equilibrando a balança — o que, claro, raramente acontecia.

2. Procurar por marcas do diabo

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

As bruxas costumavam ter uma "marca do diabo", que poderia ser várias coisas: cicatrizes, pintas, marcas de nascença, etc. Achado o sinal, era preciso testá-lo: picá-lo com uma lâmina. Se a mancha não sangrasse ou doesse, certamente a mulher em questão era uma bruxa.

3. Ver se a mulher fala sozinha

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Uma mulher chamada Sarah Good foi condenada como bruxa, em parte, porque havia sido vista falando sozinha, o que aparentemente acontecia quando ela estava saindo da casa das pessoas.

Seus acusadores defenderam — e convenceram — que ela estava amaldiçoando aquelas pessoas, embora Sarah alegasse que estava recitando um trecho da Bíblia. Sarah Good acabou enforcada no dia 19 de julho de 1692.

4. Contar quantos animais ela tem

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Um indício de que uma mulher seria uma bruxa era que ela tivesse muitos animais de estimação, ou então que fizesse amizade com os bichos dos vizinhos (um sinal de que ela estaria usando o animal para a feitiçaria).

Se a suspeita estivesse presa e entrasse uma mosca ou um rato entrasse em sua cela, seria mais uma prova de que se tratava, de fato, de uma bruxa.

5. Jogar a mulher na água

(Fonte: Chronicle/Alamy Stock Photo)(Fonte: Chronicle/Alamy Stock Photo)

Havia um método chamado "teste de natação", que consistia no seguinte: levava-se a mulher para perto de um rio, tirava-se suas roupas de baixo, e a jogava na água. O objetivo era ver se a mulher flutuaria ou afundaria.

Como se acreditava que as bruxas rejeitavam o batismo, pensava-se que a água rejeitaria o corpo e ela boiaria. Uma pessoa que fosse inocente afundaria como uma pedra. Para salvar uma possível inocente, amarrava-se uma corda em sua cintura para puxá-la — mas muitas mulheres acabaram morrendo acidentalmente.

Em 1710, uma mulher húngara chamada Dorko Boda foi condenada após passar por esse teste, e foi posteriormente espancada e queimada na fogueira.

6. Fazer um bolo de bruxa

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

O "bolo de bruxa" era uma espécie de sobremesa sobrenatural usada para identificar uma dessas mulheres malditas. O que ocorria era o seguinte: caso imaginasse que uma mulher era uma bruxa, pegava-se um pouco de sua urina, misturava-se com farinha de centeio e cinzas e assava-se um bolo a partir dessa massa nojenta.

O bolo então era dado a um cachorro. A ideia era verificar os efeitos: se o cão ficasse doente, então a bruxaria estaria comprovada. O cachorro era escolhido porque se imaginava que ele tinha relação com o diabo.

Num fato relacionado ao Julgamento das Bruxas de Salém, uma mulher escravizada chamada Tituba preparou um bolo de bruxa para identificar quem havia enfeitiçado uma série de meninas que começaram a se comportar de forma estranha — dentre elas, Betty Parris, a filha do reverendo.

O bolo não deu em nada, mas foi usado posteriormente para acusar a própria Tituba de ser uma bruxa, pois tinha conhecimento sobre feitiços e sobre a produção de remédios caseiros.

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