Remédios contra a depressão podem ajudar a criar novas células cerebrais
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Remédios contra a depressão podem ajudar a criar novas células cerebrais

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A depressão sempre é um assunto muito delicado, afinal, muita gente não compreende exatamente o que se passa na cabeça de alguém que está enfrentando esse problema. Ainda precisamos discutir e entender os motivos que levam a um quadro depressivo, além dos efeitos em longo prazo dos remédios usados nos tratamentos.

Pensando nisso, uma equipe de pesquisadores portugueses resolveu analisar os efeitos do medicamento clozapina, um dos primeiros antipsicóticos a ser comercializado. De acordo com esses cientistas, que fizeram análises em ratos de laboratório, a clozapina foi capaz de estimular o crescimento de novas células no cérebro, ajudando, com isso, a superação de um quadro depressivo.

Além da clozapina, outros remédios populares, como o Prozac e o haloperidol, também foram usados nessa pesquisa. Os ratinhos eram submetidos a situações angustiantes, principalmente com a privação ou a dificuldade de acesso a água e comida. Eles também enfrentaram alteração no ciclo circadiano, com o uso de luzes estroboscóbicas para atrapalhar o sono dos bichos.

Ratos foram submetidos a situações extremas

Depois dos quadros estressantes e traumáticos, os ratos foram divididos em grupos para receber os antidepressivos. Os pesquisadores queriam saber o nível de prazer e de desespero demonstrado pelos ratos depois da medicação. O prazer era quantificado pelo volume de água com açúcar que os animais consumiam após as privações.

Já o desespero era analisado em uma situação realmente agoniante: ratos que estavam em tanques com água se sentiam mais combalidos a lutarem pela vida depois de algumas medicações, enquanto o quadro depressivo os levava a desistir de nadar e esperar a morte.

O estudo mostrou que a depressão forma neurônios mais curtos e com menos conexões, algo que é revertido principalmente pelo fármaco clozapina. Por outro lado, o haloperidol funcionou como um efeito mais sedativo, sem, de fato, criar uma reação de luta por sobrevivência, principalmente nos ratos que estavam na água. Essa pesquisa pode indicar caminhos para aprimoramentos dos remédios que já existem no mercado.

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