A terrível condição capaz de fazer uma pessoa morrer de insônia
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A terrível condição capaz de fazer uma pessoa morrer de insônia

Equipe MegaCurioso
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Aqui no Mega nós já falamos várias vezes sobre insônia, e se você já ficou pelo menos uma noite em claro, sem conseguir pregar os olhos, sabe como isso é angustiante. Mais angustiante, no entanto, é saber que existe um tipo de insônia capaz de matar uma pessoa, e é exatamente sobre ela que vamos falar hoje.

A Insônia Familiar Fatal, como é chamada, é uma condição genética rara que ainda não é totalmente conhecida. O que se sabe é que, depois da primeira crise, o paciente geralmente morre em um intervalo de menos de um ano.

O principal sintoma é a insônia total e, de acordo com o pesquisador do assunto, D. T. Max, em entrevista publicada no NPR, a doença é progressiva e ainda não tem uma cura específica. Ele conta o caso clínico de um homem que chamou apenas de Silvano. De acordo com Max, ele foi uma vítima dessa condição intrigante, assim como muitas pessoas de sua família.

Os parentes de Silvano, diferente dele, não procuraram ajuda médica, mas, por insistência de outro familiar, Silvano acabou buscando ajuda na clínica do sono da Universidade de Bolonha. Lá, os pesquisadores descobriram que esse tipo aterrorizador de insônia é provocado graças à presença de uma proteína disforme encontrada no cérebro do portador – e essa proteína é herdada geneticamente.

Pesadelo

Como a insônia se torna crônica, o paciente desenvolve uma desordem neurodegenerativa, que compromete diversas regiões do cérebro, em especial a área do tálamo, responsável por controlar os movimentos do corpo. Na medida em que os danos nessa região vão aumentando, os resultados são simplesmente assustadores.

Para Max, tanto a degeneração quanto a consciência que o paciente tem de que vai morrer em pouco tempo fazem da Insônia Familiar Fatal uma das piores doenças possíveis.

Além da insônia persistente, a doença começa a se manifestar também por meio da transpiração excessiva, e há também uma diminuição no tamanho das pupilas. Por causa da degeneração do tálamo, o paciente começa a ter movimentos musculares involuntários. Depois de algum tempo, a pessoa fica sem conseguir dormir de modo algum.

A falta de sono tem resultados fisiológicos bastantes negativos, como hipertensão arterial, crises de pânico, paranoia, alucinações, disfunção sexual e falta de controle dos movimentos corporais. Depois de alguns meses, a pessoa perde bastante massa muscular e acaba morrendo – isso tudo em um intervalo de até um ano.

A doença foi oficialmente registrada como tal apenas em 1986, e ainda não há respostas muito conclusivas a respeito da mutação genética que a provoca. O que se sabe é que há casos de pessoas com o gene, mas que não apresentam histórico familiar da doença e há também aquelas que têm casos na família, mas que não herdaram as mesmas informações genéticas.

A Insônia Familiar Fatal pode ser tratada, mas infelizmente ainda não há cura para a condição. 

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