Cientistas criam bananas modificadas enriquecidas com betacaroteno
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Cientistas criam bananas modificadas enriquecidas com betacaroteno

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Essa fruta tão bonita e tão saborosa é a cara de regiões tropicais e, obviamente, muito associada ao nosso país. Porém, não é somente o Brasil que aprecia essa delícia. O mundo inteiro se rende ao sabor adocicado e leve das bananas, sendo ela cultivada em mais de 130 países ao redor do planeta em tipos diferentes para cada gosto.

Segundo o BananaLink, uma organização inglesa que incentiva o consumo de bananas, existem cerca de mil variedades em todo o mundo. E parece que mais uma delas está chegando por aí. Seria uma modificação da fruta, enriquecida com altos níveis de betacaroteno, um pigmento antioxidante que se transforma em vitamina A dentro do corpo.

De acordo com a Smithsonian Magazine, esta pesquisa está sendo financiada através da Fundação Bill e Melinda Gates com o objetivo de evitar que milhares de crianças da Uganda fiquem cegas ou morram por causa da falta da vitamina A. A banana é um dos alimentos mais consumidos em muitas partes da África.

Atraso nas pesquisas

Devido à alta quantidade de betacaroteno existente nessas bananas geneticamente modificadas, a sua polpa é cor-de-laranja, uma coloração bem diferente da amarela que conhecemos. Além disso, haverá também um aumento na quantidade de ferro existente no alimento, com 20 microgramas dos micronutrientes por grama da fruta seca.

Os testes com seres humanos funcionariam da seguinte forma: as pessoas consumiriam a superbanana e forneceriam amostras de sangue para os pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa. Esse estudo já deveria ter começado, mas está sofrendo um grande atraso por conta de alguns problemas que vêm surgindo. Quais são eles?

A rejeição por parte das autoridades africanas

A Aliança para a Soberania Alimentar da África (AFSA) reuniu o apoio de mais ou menos 120 organizações ao redor do mundo para mostrar o quanto eles são contra essas superbananas. O advogado da AFSA disse à Permaculture Magazine: "Essas bananas são um insulto à nossa comida, à nossa cultura, à nossa nação e nós a condenamos fortemente".

Eles estão preocupados com a falta de testes em animais antes de serem consumidas pelos cidadãos, como tinha sido programado para acontecer. Segundo o The Guardian noticiou em junho de 2014, os testes nessas bananas foram muito bem sucedidos, mas não havia um estudo em animais para comprovar essa afirmação.

Outra preocupação seria com relação à qualidade da banana que chegaria até eles. O professor James Dale, cientista que liderou o projeto, disse ao Des Moines Register: "É importante ressaltar que o estudo da nutrição vai continuar, mas não até que todos nós estejamos convencidos de que o material da banana atenda aos padrões de qualidade".

Enquanto isso, o mundo inteiro fica esperando mais notícias sobre essa grande modificação, ansiosos de que, de alguma maneira, essa fruta possa ajudar não só as crianças africanas que sofrem com a falta de alimentos e vitaminas no corpo, mas também todas aquelas ao redor do mundo que morrem por não ter o que comer.

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