1. Coágulos

O tromboembolismo venoso é uma das principais causas de morte por ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral. Ele acontece quando se formam coágulos nas veias, principalmente nas dos membros inferiores, podendo chegar ao pulmão e causar embolia ou até mesmo impedir a correta circulação sanguínea.

Um estudo sueco tentou relacionar esse problema com a altura das pessoas. Foram analisadas mais de 2 milhões de pessoas na Suécia e descoberto que quem tem menos de 1,60 m de altura possui 65% menos probabilidade de desenvolver o tromboembolismo venoso se comparado com quem tem mais de 1,88 m. O mesmo estudo também analisou as grávidas, que também podem sofrer com esse problema. Aquelas com menos de 1,55 m possuem um risco 69% menor de desenvolver isso do que grávidas com mais de 1,70 m.

Existem dois motivos que podem influenciar nesses resultados: o fato de que pessoas mais altas possuem veias mais compridas, ou seja, que têm mais áreas possíveis de criação do coágulo. Outro motivo tem a ver com a gravidade, já que o aumento da pressão nessa área das pernas pode acarretar em um fluxo sanguíneo mais lento nessas áreas.

Tromboembolismo venoso

2. Câncer

Segundo um estudo publicado na Lancet Diabetes & Endocrinology, a cada 7,5 cm de altura a mais de uma pessoa, o risco de ela morrer de câncer aumenta em 4%. Uma teoria para isso diz respeito à alimentação, já que com um corpo maior é preciso se alimentar mais, e uma dieta pouco saudável pode aumentar o risco de mutações nas células que geram os cânceres.

Outra possibilidade tem a ver com o próprio tamanho dos órgãos dos altões: eles também são maiores do que o resto da população, por isso eles possuem mais células e consequentemente mais chances de elas crescerem desordenadamente. Nos homens altos, os riscos maiores são de câncer de próstata, enquanto as mulheres são mais vulneráveis na mama, na pele e no ovário.

Câncer de pele

3. Diabetes e doenças cardíacas

Aqui uma notícia boa: segundo um estudo publicado na Lancet, as pessoas mais altas tendem a morrer menos de diabetes e de doenças relacionadas ao sistema cardiovascular. Isso acontece porque elas têm pulmões e corações maiores e mais forte do que os outros. Sem contar que a nutrição ruim mostrada no item anterior pode fazer com que hormônios preventivos sejam liberados com maior intensidade, ajudando a equilibrar a quantidade de açúcar no sangue. Ser alto tinha que ter uma vantagem, né? Ainda bem!

Exame de diabetes

4. Fibrilação atrial

Como toda regra tem sua exceção, o item acima não diz respeito à fibrilação atrial, também conhecida como arritmia cardíaca. Um estudo publicado em abril mostrou que mulheres mais altas possuem chances três vezes maiores de passar por esse problema do que as mais baixinhas.

Apesar de essa ser uma condição grave, o estudo não apontou uma maior mortalidade das mulheres altas por conta disso. Acredita-se que o tamanho de todo o corpo, inclusive da cavidade torácica, influencie nas batidas irregulares do coração, que por ser maior que o normal sofre pressão de outros órgãos, como os pulmões.

Fibrilação atrial