Você já ouviu falar do sangue dourado?

Você já ouviu falar do sangue dourado?

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O receio em se tornar um doador de sangue ainda é muito grande, por mais importante que o ato seja extremamente nobre. Cada um pode ter seu motivo pessoal, mas bancos de sangue com reservas são essenciais para salvar vidas em momentos de emergência.

O tipo sanguíneo não é um impeditivo para a doação de sangue, mas alguns são mais visados pelos bancos pela sua versatilidade. No Brasil, 87% da população possui grupo sanguíneo do tipo A ou O, tornando o armazenamento desses tipos algo essencial.

Reprodução/Pixabay/geralt

Junto disso, 9% dos brasileiros possuem sangue tipo O negativo, que é considerado universal, pois pode ser transfundido em qualquer pessoa — com exceção das que possuem o “sangue dourado”.

Doação ilimitada

Resumidamente, o tipo sanguíneo é definido pelos antígenos presentes no sangue, que podem ser compostos por carboidratos, lipídeos ou proteínas e ficam na superfície das hemácias. Eles podem ser de até 342 tipos diferentes, mas é a ausência de alguns deles que causa a diferenciação.

Caso seja feita uma transfusão entre pessoas que possuem antígenos incompatíveis, a morte é certa. A descoberta do motivo disso aconteceu apenas no início do século 20, pelo cientista austríaco Karl Landsteiner. Tanto o grupo ABO quanto o Fator Rh analisam antígenos específicos para definir os tipos sanguíneos, mas algumas pessoas não apresentam elementos que são comuns a 99,9% da população e são conhecidas como portadoras do “sangue dourado”.

Reprodução/Unsplash/LuAnn Hunt

Conhecidas como Rh nulo ou “sangue dourado”, essas pessoas não possuem nenhum antígeno analisado pelo Fator Rh, tornando seu sangue compatível com qualquer outro existente. Apesar da maioria dos bancos de sangue manter o anonimato em relação às bolsas já doadas, cientistas costumam rastrear as poucas pessoas que possuem essa anomalia para incentivar uma doação mais frequente.

Por outro lado, os grandes prejudicados são os portadores do sangue dourado. Em caso de necessidade de transfusão, apenas outra pessoa com o Rh nulo pode fornecer o sangue. O problema é que nos últimos 50 anos, apenas 43 pessoas foram identificadas com esse tipo sanguíneo. Elas vivem suas vidas normalmente, mas sempre com precaução para não precisarem passar por procedimentos cirúrgicos involuntários, pois isso pode ter graves consequências.

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